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Notícias Segurança de Bolsonaro pede liberdade à presidente do Supremo para cuidar da mulher

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Preso pela Polícia Federal, Sérgio Cordeiro é capitão da reserva. (Foto: Reprodução)

Preso desde maio, Sérgio Cordeiro, o assessor e segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu recentemente liberdade a Rosa Weber, presidente do STF. Ele alegou, entre outras coisas, que precisa cuidar da mulher que sofre de “grave depressão”.

A defesa de Cordeiro também pede que as decisões individuais de Alexandre de Moraes, adotadas em maio, sejam analisadas pelo plenário da Corte.

“É clarividente a completa inexistência dos motivos aptos a subsidiar a constrição cautelar mais gravosa prevista em nosso ordenamento jurídico decretada em desfavor do peticionário, ademais, temos que em liberdade o suscitante não apresentará qualquer risco para a garantia da ordem pública ou para a instrução processual, mormente porque é o maior interessado em elucidar os fatos apurados, contribuindo sobremaneira com a busca da verdade real”, diz o advogado Luiz Eduardo Kuntz, que defende Cordeiro.

Cordeiro, que atuava na equipe de segurança de Bolsonaro, foi alvo de mandado de prisão no âmbito de uma investigação sobre suposta fraude em carteiras de vacinação no sistema do Ministério da Saúde.

Segundo a PF, os alvos da investigação são suspeitos de realizar inserções de informações falsas sobre vacinação contra Covid entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 para que os beneficiários pudessem emitir certificado de vacinação para viajar aos Estados Unidos.

Entenda o caso

Sérgio Cordeiro fez parte da equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro e era dono do imóvel onde o ex-presidente fazia suas lives semanais.

“Eu vou falar: as lives estão sendo feitas na casa do capitão Cordeiro, tá? Agora, você pode ver a despesa que eu tenho para deslocar. Me ajuda aí: quantos carros? Dez carros, pessoal? Oito carros. Oito carros. Quantas pessoas? Somando van, certo? De 20 a 30 pessoas. Até então é uma despesa enorme que a gente tem”, disse Bolsonaro na época.

Além de Cordeiro, foram alvo de mandado de prisão o tenente-coronel Mauro Cid, braço-direito do ex-presidente, Luis Marcos dos Reis, ex-ajudante de ordens, Max Guilherme de Moura, segurança de Bolsonaro, Ailton Moraes Barros, candidato a deputado estadual pelo PL-RJ em 2022, e João Carlos de Sousa Brecha, secretário da Prefeitura de Duque de Caxias (RJ).

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