Sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a cúpula do PT se reúne em Brasília pela primeira vez após o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência. O objetivo do encontro, que acontece nesta segunda-feira (16) e na terça-feira (17), é tratar do futuro do partido como oposição após 13 anos e cinco meses à frente do Palácio do Planalto.
Nesta segunda acontece a reunião da executiva nacional petista, que deve avaliar as perspectivas do partido pós-impeachment, discutir a mobilização em defesa do mandato de Dilma – afastada na semana passada após o Senado abrir processo de impeachment contra ela – e traçar um plano de ação para fazer oposição ao governo de Michel Temer (PMDB).
Lula foi convidado para participar da reunião do diretório nacional da sigla, na terça-feira, também em Brasília, mas, segundo sua assessoria, não irá ao evento. A expectativa de dirigentes petistas era de que o ex-presidente desse o tom do discurso que deve ser adotado pelo partido pelo menos até o fim do julgamento de Dilma no Senado. Uma das discussões do encontro deve ser a acomodação de ex-ministros do governo Dilma na direção do PT.
Lula defende que Jaques Wagner (Gabinete Pessoal da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) sejam incorporados à cúpula do partido, mas a ideia ainda sofre resistência interna.
Dirigentes da sigla contrários à tese afirmam que a chegada dos ex-ministros pode dar a impressão de que o PT fez uma “incorporação acrítica” do governo Dilma, o que seria um aceno negativo para militantes e apoiadores. (Folhapress)
