Infelizmente, o mundo foi forjado a guerras, conflitos sociais e interesses de toda ordem, desde a pré-história, desde sempre!
A nossa geração está vivenciando um mundo em ebulição, muitas guerras e suas terríveis consequências, no final de fevereiro de 2026 os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, Israel também segue com o eterno conflito em Gaza contra o grupo terrorista Hamas, a Rússia e Ucrânia continuam o embate, mas também há outros lugares em guerra ao redor do mundo, cada um com suas motivações.
A população civil é quem paga esse preço, quem está em meio às guerras sofre com a violência, mortes, doenças, fome e todo o tipo de privação, mas não se enganem caros leitores, nós que estamos geograficamente distantes também sofreremos as consequências, inicialmente e principalmente em relação ao petróleo e a produção de combustíveis, aguardem os novos preços e com eles o aumento do custo de vida.
Seguimos aguardando os próximos capítulos da eterna novela dos conflitos mundiais! Enquanto isso, como povo da paz que somos, não podemos deixar passar em branco a data que marca o fim da Revolução Farroupilha, que também, conforme as proporções da época, foi dilassadora para a população gaúcha e marcou profundamente a nossa história, em vários aspectos, principalmente os políticos e culturais.
Dia 1º de março é data marcante para a história do Rio Grande do Sul, pois comemora-se a assinatura do “Tratado da Paz de Ponche Verde”, que pôs fim à Revolução Farroupilha, em 1845, no distrito de Ponche Verde, atual município de Dom Pedrito, no sul do estado.
Após dez longos anos de Revolução e batalhas travadas entre os Rio-grandenses (gaúchos) e os imperiais de D. Pedro II, Imperador do Brasil, a partir de 1840, após o golpe da maioridade, sim, a história dos golpes começou cedo neste país, mas enfim a paz retornava aos pagos sulinos.
A Revolução Farroupilha desperta até hoje um sentimento de orgulho no povo gaúcho, pois, legamos desse período, além da bombacha e das tradições, a atitude de lutar por nossos direitos, mas ao mesmo tempo, de sermos um povo que prima sempre pela paz.
Nos tempos atuais, acredito que o diálogo e o argumento são as mais eficazes armas contra qualquer tipo de desentendimento.
Gostaria de propor uma reflexão, sobre o atual cenário mundial, no que diz respeito à paz e aos conflitos.
O mundo parece estar doente, pois vemos a todo momento nos meios de comunicação guerras e agitações, em várias partes do planeta e por razões diversas, tais como: religião, economia, política, poder, racismo, antissemitismo, ideologias e todo o tipo de intolerância e radicalismos possíveis.
Parece que o ser humano está se esforçando para acabar com o mundo, ou no mínimo com a tranquilidade de todos os seus habitantes.
A Semana da Paz Farroupilha é comemorada no RS com reuniões, cavalgadas, seminários, palestras e rodeios, onde a amizade, a confraternização e a solidariedade andam de mãos dadas.
Deus queira que nunca mais o Rio Grande precise pegar em armas para defender o seu povo e a sua liberdade, que a paz siga a reinar nos longínquos campos do sul, que as coxilhas continuem verdejantes e nunca mais, manchadas de sangue!
Que a “Semana da Paz Farroupilha”, seja um momento de reflexão sobre a paz mundial!
* Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (fragaluiseduardo@gmail.com)
