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Senado nunca barrou um indicado ao Supremo desde a Constituição de 1988; veja os placares

(Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Senado Federal aprovou todas as indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF) feitas pelos presidentes da República desde a Constituição de 1988. Ao todo, foram indicados e aprovados 28 ministros em três décadas e meia.

Nessa segunda-feira (27), o presidente Lula (PT) escolheu o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), para ocupar a vaga deixada no STF após a aposentadoria de Rosa Weber, em setembro deste ano.

Dino será sabatinado no Senado para virar, de fato, ministro do STF: primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), depois por todos os parlamentares no plenário da Casa. Vitória por maioria simples garante a sua aprovação. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que fará esforço concentrado para analisar a indicação de Dino ao STF ainda em 2023.

Veja os placares de aprovações de indicados ao STF no Senado desde a redemocratização:

– Cristiano Zanin (2023): 58 votos a favor e 18 contra;

– André Mendonça (2021): 47 votos a favor e 32 contra;

– Kassio Nunes Marques (2020): 57 votos a favor e 10 contra;

– Alexandre de Moraes (2017): 55 votos a favor e 13 contra;

– Edson Fachin (2015): 52 votos a favor e 27 contra;

– Luís Roberto Barroso (2013): 59 votos a favor e 6 contra;

– Teori Zavascki (2012): 57 votos a favor e 4 contra;

– Rosa Weber (2011): 57 votos a favor e 14 contra;

– Luiz Fux (2011): 68 votos a favor e 2 contra;

– José Dias Toffoli (2009): 58 votos a favor e 9 contra;

– Carlos Alberto Menezes Direito (2007): 61 votos a favor e 2 contra;

– Ricardo Lewandowski (2006): 63 votos a favor e 4 contra;

– Carmén Lúcia (2006): 55 votos a favor e 1 contra;

– Eros Grau (2004): 57 votos a favor e 5 contra;

– Cezar Peluso (2003): 57 votos a favor e 3 contra;

– Joaquim Barbosa (2003): 66 votos a favor e 3 contra;

– Ayres Brito (2003): 65 votos a favor e 3 contra;

– Gilmar Mendes (2002): 57 votos a favor e 15 contra;

– Ellen Gracie (2000): 67 votos a favor e nenhum contra;

– Nelson Jobim (1997): 60 votos a favor e 3 contra;

– Maurício Côrrea (1994): 48 votos a favor e 3 contra;

– Francisco Rezek (1992): 45 votos a favor e 16 contra;

– Ilmar Galvão (1991): 48 votos a favor e nenhum contra;

– Carlos Velloso (1990): 49 votos a favor e um contra;

– Marco Aurélio Mello (1990): 50 votos a favor e 3 contra;

– Sepúlveda Pertence (1989): 50 votos a favor e um contra;

– Celso de Mello (1989): 47 votos a favor e 3 contra;

– Paulo Brossard (1989): votação secreta.

As informações são do portal de notícias G1 e da revista Carta Capital.

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