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Senador Ciro Nogueira classifica operação da Polícia Federal no caso do Banco Master como “roteiro absurdo de ficção”

Investigadores apontam indícios de lavagem de dinheiro em operações de empresa do parlamentar. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi às redes sociais na terça-feira (12) afirmar que as investigações contra ele no caso do Banco Master são parte de um “roteiro absurdo de ficção”. A publicação foi feita um dia após o político trocar de advogado para assumir sua defesa na investigação sobre o caso do Banco Master e eleger Conrado Gontijo.

“Não é a primeira vez que sou vítima de ataques em ano eleitoral. Mas essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora. Eu sigo de cabeça erguida, consciência tranquila e confiança de que a verdade vai prevalecer mais uma vez. Quero que a polícia investigue com rigor, pois sei que não cometi nenhuma irregularidade e isso ficará provado novamente. Com o tempo e os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar”, publicou no Instagram.

No vídeo, ele prosseguiu com o discurso de perseguição política e disse ser vítima de um “roteiro de ficção”:

“Por que começar essa operação por um líder da oposição? Em 2018, dez dias antes das eleições, eu fui alvo de uma operação da Polícia Federal igual à que aconteceu em Brasília essa semana”, disse o senador, afirmando que naquele ano, mesmo com as investigações, foi reeleito senador pelo Piauí – Com o tempo, vamos desmascarar essas mentiras.

Segundo a Polícia Federal, o presidente nacional do PP é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição financeira e o banqueiro Daniel Vorcaro.

No dia em que a operação foi deflagrada, na última quinta-feira (7), a defesa do senador disse que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas”. Dizem ainda que esse tipo de medida “merece a devida reflexão e controle severo de legalidade” e afirmam que a discussão deverá chegar às Cortes Superiores “muito em breve”.

Nogueira rompeu com a banca Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Aliados do líder do PP afirmam reservadamente que a troca partiu do próprio senador e faz parte de uma reorganização mais ampla da estratégia jurídica e política após o avanço das investigações. (Com informações do jornal O Globo)

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