Uma semana após ser solto da prisão, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) enviou carta na sexta-feira para os 80 senadores negando que tenha feito “ameaças e constrangimentos” aos seus colegas para evitar eventual cassação de seu mandato parlamentar, como foi veiculado na imprensa.
“Tais notícias são falsas e delirantes! Não condizem com minha conduta de homem e de parlamentar. Jamais fiz ou farei ameaças a qualquer pessoa. Em momento algum os signatários dessas notícias procuraram a mim ou a meus advogados para checarem as informações publicadas. Tal conduta, temerária e leviana, fere os princípios do bom jornalismo e merece o meu repúdio veemente”, emendou.
Na carta, Delcídio disse que seu encarceramento de 86 dias o afastou da vida familiar, social e política. “Seria falso dizer que a injustiça não fere, testa a nossa força debilitando o corpo e atormetando o espírito, porém, essas provações não dobraram meu caráter”, indicou, alegando que manteve a serenidade e permaneceu fiel aos seus princípios morais.
Conforme a assessoria de imprensa do senador, ele mesmo redigiu o texto e pediu que funcionários de seu gabinete o digitassem. Assinou à mão cada uma das 80 cartas. Delcídio quer convencer os senadores a votarem contra a cassação de seu mandato pelo Conselho de Ética do Senado, pedida pela Rede e PPS, com apoio do DEM e PSDB.
