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Senador Luiz Carlos Heinze assume vaga de Ciro Nogueira na CPI da Covid

O senador Luiz Carlos Heinze afirmou que Nogueira voltará à vaga de titular após retorno de viagem. (Foto: Divulgação)

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) assumiu a vaga de titular da CPI da Covid no lugar de Ciro Nogueira (PP-PI), que ficará fora do País nesta semana. Os dois são aliados do presidente Jair Bolsonaro e integram a tropa de choque do governo federal, que tem minoria na comissão e é o principal alvo da investigação até o momento.

Ciro Nogueira, que ficou como suplente do colegiado, pediu licença dos trabalhos no Senado para viajar aos Estados Unidos. A Casa autorizou a viagem e bancará as despesas do senador no período de 5 a 13 de junho. De acordo com requerimento assinado por ele, o parlamentar participará de uma missão oficial sobre telecomunicações em Washington e em Nova York a convite do Ministério das Comunicações.

Heinze afirmou que Nogueira voltará à vaga de titular após o retorno da viagem. O senador do Rio Grande do Sul tem participado das sessões da CPI e defendido o governo federal com protocolos questionados por especialistas, como o uso do cloroquina contra a covid-19. O medicamento não tem eficácia comprovada contra a doença e se tornou um dos temas de responsabilização do Executivo na CPI.

Na prática, um titular tem prioridade na ordem de senadores inscritos para questionar as testemunhas convocadas para depor na CPI. Além disso, participa das deliberações e votações de requerimentos, funções que não podem ser exercidas por um suplente.

Gabinete paralelo

O “gabinete paralelo” da Saúde entrou na mira da CPI da Pandemia. A comissão deve votar nesta terça-feira (8) requerimentos para convocar e quebrar sigilos de supostos integrantes do grupo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro. A reunião está marcada para as 9h.

Os parlamentares querem ouvir o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e o médico Paolo Zanotto. Em setembro do ano passado, eles participaram de um encontro no Palácio do Planalto em que o “gabinete paralelo” defendeu o uso de cloroquina como tratamento contra a covid-19 e pôs em dúvida a eficácia das vacinas contra o coronavírus.

Osmar Terra é alvo de três requerimentos – inicialmente apresentados como pedidos de convocação e depois convertidos para convites. O vice-presidente a CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirma que imagens divulgadas pela imprensa “apontam Osmar Terra como mentor intelectual do grupo”. Os outros dois requerimentos são de Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Rogério Carvalho (PT-SE).

O requerimento para a convocação do virologista Paulo Zanotto foi apresentado por Randolfe Rodrigues. Segundo o vice-presidente da CPI, “parece haver certa intimidade entre o médico e o presidente Bolsonaro”. “Paolo Zanotto orienta o presidente a tomar ‘extremo cuidado’ com as vacinas contra a covid-19”, destaca o parlamentar.

Além dos depoimentos, a CPI da Pandemia pode quebrar os sigilos telefônico e telemático de dois supostos integrantes do “gabinete paralelo”: o empresário Carlos Wizard e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República. Os requerimentos são do senador Alessandro Vieira.

De acordo com o parlamentar, Wizard deve ser ouvido para esclarecer a suspeita de que seria um dos financiadores do “ministério paralelo da saúde”. O parlamentar quer apurar ainda se “houve acréscimo no patrimônio” de Carlos Bolsonaro, que – segundo Alessandro Vieira – foi “chamado a participar e opinar em decisões que devem ser tomadas pelo governo federal”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Senado.

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