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Senadoras italianas vestem minissaias em protesto após vice-primeiro-ministro associar tamanho da roupa à fidelidade

Onze senadoras do Partido Democrático vestiram minisaias. (Foto: Reprodução/Instagram)

Um grupo de 11 senadoras de três partidos da Itália vestiu minissaias, em protesto contra uma fala do vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani. Ele havia declarado que, se fosse aconselhar o filho “entre ficar com uma mulher charmosa e de roupas mais ‘chamativas’ ou com uma mulher mais ‘séria’, esta última deveria ser escolhida, pois a outra não seria dedicada à família e teria maior tendência a trair”.

“A mais chamativa [referindo-se à mulher hipotética] pode ser boa por um dia”, afirmou Tajani. “Mas, se me perguntarem se eu prefiro ficar com ela ou com a mulher mais séria, que usa uma saia longa, eu aconselharia sempre escolher a mais confiável.”

As manifestantes são dos partidos Democrático, Italia Viva e AVS. Outras figuras dentro da política italiana também se manifestaram contra a fala do ministro. A ex-prefeita de Turim e deputada, Chiara Appendino, fez uma publicação em suas redes sociais usando uma minissaia, na qual questionou se ela, que é mãe, não seria uma mulher confiável pela roupa que está usando.

“Nossa confiabilidade não se mede em centímetros de tecido. Vamos sair da Idade Média”, concluiu.

O caso também chegou à Igreja Católica, com o secretário-geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI) – organização que representa os bispos do país –, monsenhor Giuseppe Batur, comentando sobre o caso.

“Cada palavra, cada olhar sobre uma mulher deve ser carregado de respeito e admiração”, disse Batur à agência de notícias Ansa. Tajani se desculpou pela fala e disse que não tinha a intenção de ofender nenhuma mulher.

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