Os senadores dos Estados Unidos revelaram na terça-feira (21) um projeto de lei em resposta à onda de ataques armados no país. Eles chegaram a um pacote de reformas, o primeiro controle federal significativo às armas de fogo em uma geração.
“Esta legislação bipartidária de segurança de armas é um avanço e salvará vidas. Embora não seja tudo o que queremos, essa legislação é urgentemente necessária”, disse o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, em um comunicado.
A ideia é fazer uma votação sobre a legislação em 4 de julho, antes do recesso de duas semanas.
No dia 16 de junho, o principal negociador republicano nas conversas sobre o projeto de lei bipartidário de segurança de armas no Senado deixou as negociações. O senador John Cornyn disse a repórteres que não havia abandonado as negociações, mas que estava retornando ao Texas em meio à dificuldade de chegar a um acordo.
“É pegar ou largar”, disse ele. “Eu não sei o que eles têm em mente, mas eu cansei de falar.”
Outros senadores permaneceram reunidos dentro da sala.
O grupo bipartidário tem trabalhado em um acordo para conter a violência armada desde que um atirador matou 19 crianças de uma escola e dois adultos em Uvalde, no Texas, apenas 10 dias após um outro atirador matar 10 pessoas em um ato racista de violência contra negros em Buffalo, Nova York.
O grupo já anunciou algumas linhas gerais com medidas para conter a violência armada. A proposta não foi tão longe quanto os democratas esperavam, incluindo o presidente norte-americano, Joe Biden, mas ainda seria a ação mais significativa para combater a violência armada a sair do Congresso em anos, caso aprovada.
A legislação inclui disposições que ajudariam os Estados a manter as armas fora das mãos daqueles considerados perigosos para si ou para outros, além de bloquear a venda de armas para os condenados por abusar de parceiros íntimos não casados.
Após tiroteios em massa em um mercado de Nova York e em uma escola primária do Texas que as autoridades disseram terem sido cometidos por adolescentes, a legislação permitiria que os Estados fornecessem registros juvenis ao sistema nacional de verificação de antecedentes para compras de armas.
O projeto não chega a aumentar o limite de idade de 18 para 21 na compra de armas automáticas. Os atiradores no Texas e em Nova York eram jovens de 18 anos que usavam rifles de assalto que eles mesmos compraram. As informações são do portal de notícias G1 e da agência de notícias Reuters.
