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Sentindo-se abandonado pelo ex-presidente Lula e pelo PT, Delcídio revela mágoa a quem o visita na prisão. Advogado não sabe, porém, se o senador vai aderir à delação premiada

Senador contratou jurista para reforçar a sua defesa (Foto: Wilson Dias / ABr)

Preso em um quartel do Batalhão de Policiamento de Trânsito em Brasília, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) tem recebido visitas de amigos e familiares no quartel onde está detido. Lá, dispõe de uma pequena antessala com um sofá de dois lugares. No quarto, Delcídio tem frigobar e uma TV que só sintoniza canais abertos. As refeições são levadas por sua esposa, com frequência.

Aos que o visitam, classifica seu caso como “excrescência jurídica”. Ele é um pote de mágoas com o PT, em especial com o presidente da sigla, Rui Falcão, que, na época da prisão do senador, disse que a sigla não lhe prestaria solidariedade.

Delcídio se sente abandonado pelo partido e não faltam farpas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem conhece de longa data. Sobre a presidenta Dilma Rousseff, o senador disse que ela foi enganada por auxiliares que a fizeram crer que a Operação Lava-Jato poderia não atingir seu governo.

O senador reforçou a sua defesa. Acaba de contratar o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça e ex-corregedor do Conselho Nacional de Justiça Gilson Dipp, que também presidiu a Comissão Nacional da Verdade. Dipp já se reuniu com Delcídio no batalhão e disse que atuará apenas na defesa dele no Conselho de Ética do Senado. O jurista é autor de um livro sobre delação premiada. Não soube dizer, porém, se seu cliente vai aderir a esse expediente. (AG)

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