Os servidores Técnicos-Administrativos em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) entraram em greve nessa quinta-feira (26), em Porto Alegre.
O movimento faz parte de uma greve nacional convocada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), atingindo universidades e institutos federais em todo o País.
A adesão local à greve foi deliberada em assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) da UFRGS, UFCSPA e IFRS (Assufrgs), na última segunda-feira (23).
Diversos representantes de entidades e movimentos sociais manifestaram apoio à greve, entre eles estiveram representações do CPERS, ANDES UFRGS, SindJus, Movimento Olga Benário. Movimento Correnteza, CABAM, Ocupe, Juntos, entre outras entidades.
A decisão responde ao que a categoria classifica como não cumprimento de compromissos assumidos no acordo de 2024, firmado com o governo federal ao término da greve anterior, além dos receios quanto a mudanças legislativas que possam afetar carreira e direitos.
De acordo com o Assufrgs, “a greve vai além da reivindicação salarial. Trata-se de uma mobilização em defesa da educação pública e do cumprimento de direitos já acordados”. Entre as principais pautas estão:
– Cumprimento integral do Acordo de Greve de 2024;
– Defesa da jornada de 30 horas e da flexibilização para ampliar o atendimento à população;
– Implementação do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) para toda a categoria, incluindo aposentados e pensionistas;
– Posicionamento contrário à Reforma Administrativa e ao PL 6170/2025, considerado uma ameaça aos serviços públicos.
Durante o movimento, serão organizadas Comissões de Ética e o Comando Local de Greve (CLG), que irão circular e visitar os setores para orientar os trabalhadores, esclarecer dúvidas e atuar diante de possíveis situações de assédio ou pressão por parte de chefias.
A Administração Central da Ufrgs manifestou solidariedade à greve dos técnicos administrativos. “As demandas de cumprimento dos pontos do acordo de greve firmado são legítimas e importantes para garantir condições dignas de trabalho, reconhecimento e compensação. Para além das pautas da categoria, o movimento reafirma a defesa da educação pública e do serviço público de qualidade como direitos da população brasileira, pontos que são fundamentais para a existência e sustentabilidade da universidade pública. Esperamos que o governo se comprometa com o diálogo resolutivo dessas questões para honrar o acordo e restabelecer o trabalho nas universidades e institutos federais.”
