Os protestos de servidores contra o parcelamento de salários alterou a rotina de vários municípios na segunda-feira. Em Porto Alegre, servidores fizeram caminhada pelas ruas centrais, alterando o trânsito. Aproximadamente 90% das escolas estaduais aderiram à paralisação dos professores, segundo estimativas do Cpers-Sindicato.
No interior houve bloqueios de rodovias. Plenárias de várias categorias do Estado começam nesta terça-feira. Apesar da promessa de voltarem ao trabalho, a ideia é preparar uma grande greve das categorias para o dia 18 deste mês contra a divisão dos vencimentos.
Na segunda-feira, sindicatos que representam os servidores saíram da reunião com o chefe da Casa Civil Márcio Biolchi, no Palácio Piratini, insatisfeitos. A associação representativa de servidores da Polícia Civil, com exceção de delegados, orientou os policiais para que realizem operação padrão nos próximos dias.
Os representantes de servidores públicos foram recebidos por Biolchi para tratar do calendário de pagamento da folha do Executivo. Segundo o cronograma anunciado na sexta-feira, o pagamento se dará em até três etapas, que iniciaram-se com o depósito de parcela líquida de 2.150 reais para todos os 347 mil funcionários. Uma segunda parcela líquida de 1 mil reais será depositada, no máximo, até o dia 13. O valor final, acima dos 3.150 reais, tem previsão de ser creditado até o dia 25 deste mês.
A Fessergs (Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado) ingressou com um pedido de afastamento do governador. Se o Judiciário acolher a solicitação da entidade, que representa mais 100 mil funcionários públicos, o Tribunal de Justiça poderá pedir intervenção federal no Estado.
