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Sete profissionais de saúde são indiciados pela morte de Maradona

Diego Armando Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro. (Foto: Reprodução)

Sete pessoas foram indiciadas por homicídio com dolo eventual pela morte de Diego Maradona e intimadas a prestar esclarecimentos à Justiça na próxima semana. A informação foi revelada por fontes da procuradoria da cidade de San Isidro, em Buenos Aires, à agência de notícias EFE. Também foi solicitado ao juiz de garantias do caso, Orlando Díaz, que proíba os acusados de deixarem o país.

O grupo é composto por profissionais de saúde que atenderam o ídolo do futebol antes da morte, aos 60 anos. São eles: os enfermeiros Ricardo Omar Almirón e Dahiana Gisela Madrid; o coordenador da enfermaria Mariano Perroni; a médica que coordenou a internação domiciliar Nancy Forlini; o psicólogo Carlos Ángel Díaz; a psiquiatra Agustina Cosachov; e o neurocirurgião Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona. A pena varia de 8 a 25 anos de prisão.

Em abril, a junta médica que tenta esclarecer o caso divulgou um documento de 70 páginas no qual aponta que o trabalho da equipe foi “inadequado, deficiente e temerário” e que os profissionais deixaram “o estado de saúde do paciente ao acaso”.

Em relação às horas que antecederam a morte de Maradona, o relatório aponta que “os sinais de risco de vida apresentados pelo paciente foram ignorados”. Além disso, o relatório garante que Diego começou a morrer “12 horas antes das 12h30 do dia 25 de novembro de 2020, ou seja, apresentava sinais inequívocos de período agonizante prolongado”, levando à conclusão de que “o doente não foi devidamente controlado desde as 12h30 do dia 25 de novembro de 2020”.

A autópsia determinou que a causa da morte do ex-jogador foi um “edema agudo de pulmão secundário a insuficiência cardíaca crônica exacerbada”. A autópsia também mostrou que o ex-jogador sofria de graves condições no coração, fígado e rins. Foi descartada a hipótese de que Maradona tenha consumido álcool ou drogas antes de sua morte.

Falsificação de assinatura

Um ponto importante da investigação que se dá desde a morte do craque, foi a verificação de que o pedido pelo histórico clínico de Diego Maradona ao hospital de clínicas de Olivos continha uma assinatura falsificada.

A origem do delito foi comprovada ter sido de autoria do neurocirurgião Leopoldo Luque, que foi acusado. Os esboços do treinamento da assinatura também foram encontradas na casa do médico.

A psiquiatra Cosachov também foi intimada por falsidade ideológica, por assinar um certificado que relatava o suposto bem estar do paciente, informação que foi incorporada ao histórico clínico de Maradona. Os investigadores do caso descobriram que Cosachov não havia atendido o ídolo argentino na data firmada no prescrito médico.

Além disso, os enfermeiros interrogados alegaram que a psiquiatra reclama que eles “mandavam muitas mensagens de WhatsApp”.

 

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