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“Sou filha de juíza”, diz mulher para tirar carro da PM de vaga

Paula Carneiro, filha da magistrada Vilma Lúcia Gonçalves Carneiro, tentou usar parentesco para intimidar agentes da PM. (Foto: Reprodução)

A filha de uma juíza usou seu parentesco com a magistrada para tentar intimidar policiais militares na cidade de Ubá, em Minas Gerais. A “carteirada” aconteceu na noite do último sábado, quando Paula Carneiro, filha da magistrada Vilma Lúcia Gonçalves Carneiro, da Vara da Família, Infância e Juventude da cidade, desceu do carro e pediu para os agentes tirarem a viatura do local onde estava para que ela pudesse estacionar.

Imagens gravadas pelos próprios policiais mostram quando Paula, que é psiquiatra, desembarca de uma SUV branca e aborda os agentes. “Sou filha da juíza da Vara de Infância e Juventude. Só queria um lugar para parar, sem confusão”, disse.

O policial então pede para ela repetir de quem ela é filha, e a psiquiatra repete. “Eu não quero confusão, sabe. Eu só queria um lugar para eu parar, sem ter confusão. O senhor consegue?”. O agente então responde: “Tem estacionamento ali”. E Paula rebate com um palavrão: “Porra! Sério?”.

Os policiais então respondem que não podem fazer nada e que não são flanelinhas. E a psiquiatra pergunta: “Está de sacanagem?”.

Paula então pede o celular, começa a ameaçar os policiais e repete que é filha da juíza.

Um dos agentes então afirma, de forma mais enfática: “Senhora, pega seu veículo e tira dali senão vou ter que prender a senhora”.

Exaltada, Paula grita: “Me prende, porra”. Ela repete para o policial prendê-la 12 vezes. E entre esses pedidos diz: “Tu é macho ou não é, velho? Me prende”.

A PM de Minas Gerais, informou, em nota, que a passageira do carro desceu e solicitou aos policiais que retirassem a viatura, para que, assim, a motorista pudesse estacionar o veículo.

“A referida mulher se exaltou, demonstrando insatisfação com a solução apresentada pelos militares, insistindo para que retirassem a viatura”, diz o texto.

“Durante o fato, a mulher abriu a porta da viatura, sentando-se no banco traseiro. Utilizando a técnica policial de verbalização, os policiais militares, juntamente à sua amiga, condutora do veículo, conseguiram convencê-la a se retirar da viatura policial, não sendo necessário o uso de força”, finaliza o comunicado.

Paula fechou seu perfis nas redes sociais na terça-feira, após o vídeo começar a circular nas redes sociais. As informações são do jornal O Globo.

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