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STF espera enxurrada de pedidos sobre 8 de Janeiro

De maneira reservada, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já avaliam que a Corte deve ser inundada com pedidos de revisão criminal dos condenados pela quebradeira do 8 de Janeiro de 2023. Há apenados que receberam condenação de mais de 20 anos de cadeia. Um dos recursos já tramita no Supremo e depende de despacho de Kássio Nunes Marques, que deve andar com o processo após o segundo turno.

Geral no voto
Nunes Marques sinalizou que vai enviar o caso para análise em Plenário, com participação e votos de todos os ministros.

Maré favorável
Ao menos três ministros sinalizam disposição para analisar os pedidos: Luiz Fux, André Mendonça e o próprio Nunes Marques.

Pontos sensíveis
Há críticas quanto ao rigor da pena, considerada excessiva por alguns ministros, e até se houve mesmo o crime de “tentativa de golpe”.

Nem pensar
Contra eventual revisão, os magistrados da Primeira Turma, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

‘Reverter’ abstenção não deu certo para Bolsonaro
Na História das eleições diretas no Brasil há só um exemplo de queda da abstenção entre o primeiro e o segundo turno: 2022. Naquele ano, 0,36% a mais do eleitorado resolveu aparecer para votar; cerca de 570 mil eleitores. Apesar de a diferença entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) ter diminuído entre os dois turnos, não foi suficiente. Lula acabou eleito com pouco mais de 2,1 milhões de votos (1,8%). Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno de 2026 com 2,2 milhões de votos a mais.

História
Entre 1989 e 2018, em todas as eleições que precisaram de segundo turno, a abstenção do segundo turno foi maior do que no primeiro.

Maior de todas
A maior abstenção da História foi no 2º turno de 2010 (21,5% deixaram de votar), quando Dilma (PT) derrotou José Serra (PSDB).

Nunca antes
Nunca houve virada nas eleições presidenciais brasileiras: desde 1989 o vencedor do primeiro turno também vence o segundo turno.

Mercado não mudou
Apesar de pesquisas apontarem empate entre Flávio (PL) e Lula (PT), o mercado mantém o otimismo do dia seguinte à vitória do candidato do PL no primeiro turno: dia 16 a Bolsa fechou só 0,8% abaixo do dia 5.

Ucrânia com Flávio
A expectativa é que Flávio Bolsonaro já tenha ao menos garantida a vitória em uma única nação europeia; a Ucrânia. No primeiro turno o candidato do PL obteve 82,6% dos votos de brasileiros no país.

Nada mais tucano
O PSDB perdeu relevância, mas não o hábito de ficar em cima do muro. No DF, a candidata do partido, Paula Belmonte, ficou em terceiro lugar, mas declarou “neutralidade” no segundo turno, apesar de um dos candidatos ao governo distrital ser do ex-arqui-inimigo PT.

Bolada a Canella
A milionária campanha do deputado estadual Márcio Canella (União-RJ), preso pela Polícia Federal, recebeu uma bolada da campanha de Antônio Rueda, eleito deputado federal, mais de R$106,2 mil.

Como sempre
Presidente da Associação Comercial de SP, Alfredo Cotait diz que não houve diálogo do governo Lula com o setor produtivo sobre o fim da escala 6×1. “Ao final, a conta recairá sobre a sociedade brasileira”, diz.

Especialidade lulista
Lula (PT) aposta no medo em Minas Gerias e vinculou a continuidade das obras federais no estado à própria reeleição. Afirmou que, se perder, o estado se tornará um “cemitério de obras paralisadas”.

Só 10
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, liberou só 10 convidados para a festa de Laurinha Bolsonaro, neste domingo (18). A adolescente completa 17 anos hoje.

Na mesma
O senador Jaques Wagner (PT-BA) acusou palanque eleitoral em torno da maioridade penal, mas admitiu a disputa com a oposição: “Você acha que eu vou deixar empatar o jogo?”.

Pergunta no STF
Mudança no Planalto muda entendimento do Supremo?

Poder sem Pudor

Ele era do contra
Presidente do Corinthians, Vicente Matheus usava as ligações com o poder, no regime militar. Teve um problema com terrenos na praia do Guarujá, em São Paulo, e um oficial da Marinha o ajudou. Ficou tão grato que lhe ofereceu uma festa. Orgulhoso, apresentava-o assim:
– Este é o meu amigo almirante!
O oficial nada dizia, até que perdeu a paciência:
– Eu não sou almirante. Eu sou contra-almirante.
O presidente do Corinthians não contou conversa:
– Você é contra almirante? Pois também sou. São todos uns vigaristas.

Cláudio Humberto

@diariodopoder

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