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Presidente do Inter é suspenso por 30 dias pelo STJD; Alan Patrick é absolvido

Alessandro Barcellos poderá recorrer da decisão ao Pleno do STJD. (Foto: Ricardo Duarte/S.C. Internacional)

Em julgamento realizado nessa quinta-feira (5), a Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu suspender o presidente do Inter, Alessandro Barcellos, por 30 dias, com multa de R$ 8 mil, devido a denúncia por “ofensas à arbitragem” após jogo da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o Colorado havia perdido de 2 a 1 para o Fluminense. As punições foram fixadas por unanimidade e, por serem de primeira instância, há possibilidade de recurso ao Pleno do tribunal.

O árbitro Lucas Casagrande narrou na súmula que, após o término da partida, integrantes do clube gaúcho teriam proferido, de forma agressiva, ofensas para a equipe de arbitragem, precisando haver intervenção da equipe de segurança. Diante do tumulto, o árbitro informou que foi possível identificar apenas o presidente do Inter, que teria gritado agressivamente: “Seu mer*. Vai tomar no c*, seu ladrão. Era para expulsar. Vai tomar no c*”.

Em depoimento, Alessandro Barcellos declarou: “Eu achava que ele tinha cometido um erro naquele momento, por não ter dado o segundo cartão amarelo, que resultaria na expulsão do Renê. Esse foi o motivo. Não usei nenhuma palavra que está na súmula”.

Já o meio-campista Alan Patrick foi absolvido da denúncia pela Quarta Comissão Disciplinar. Em entrevista à imprensa após o confronto com o Fluminense, o atleta emitiu “declarações desrespeitosas e ofensivas direcionadas à atuação da arbitragem”, segundo o colegiado. Na ocasião, ele havia dito que “faltou colhão da parte dele (Lucas Casagrande) em aplicar o segundo cartão” ao lateral-esquerdo do Fluminense, Renê.

Em sua versão, Alan Patrick afirmou: “É claro que, naquele momento, no meu ponto de vista, acabei usando essa expressão, mas querendo dizer, me referindo à falta de personalidade que a gente entendeu que houve dentro de campo diante de um fato. (…) Era uma jogada clara para cartão e, simplesmente, o árbitro, no nosso ponto de vista, acredito que não só no meu, mas no de vários atletas ali, não teve essa personalidade, talvez pela pressão. Enfim, esse foi o sentimento. Na minha fala, eu quis me referir muito mais a isso, jamais querendo ofender a honra de qualquer profissional que está ali para fazer o seu trabalho”.

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