O ex-presidente dos EUA Barack Obama se apresentou na quarta-feira (8) a um tribunal de Chicago para servir como jurado, um serviço considerado dever para todos os cidadãos americanos. No entanto, o democrata foi dispensado pelo juíz e, por isso, não deverá cumprir esta função. Ele foi recebido com câmeras de quem estava na corte e cumprimentou parte de uma multidão que estava ali para vê-lo, além de ter distribuído autógrafos e posado para selfies.
Uma caravana, muito menor do que nos seus tempos de Casa Branca, acompanhou o ex-presidente ao tribunal. Obama tem sido discreto desde que deixou a Presidência, em janeiro deste ano, embora recentemente tenha voltado aos palanques para ajudar os candidatos democratas nas suas campanhas para as eleições locais, que aconteceram na última terça-feira.
Vestido com um terno, mas sem gravata, Obama cumprimentou as pessoas que estavam no tribunal. Muitos potenciais jurados levam livros para se distrair enquanto aguardam uma resposta da corte. Mas, desta vez, vários deles escolheram os livros escritos pelo ex-presidente, na esperança de conseguirem um autógrafo. O democrata atendeu o pedido, assinou alguns livros e posou para fotos.
“Olha isso! Você sabia que eu viria?”, disse o ex-presidente a um homem, que lhe pediu um autógrafo para o seu exemplar de “Sonhos do Meu Pai”, escrito por Obama.
US$17,20 dólares por dia
Caso fosse escolhido, Obama, que é ex-professor de Direito, se juntaria a outros cidadãos para servir em julgamento. Nesse caso, ganharia uma compensação de US$17,20 dólares por dia, que é o mesmo para qualquer cidadão americano.
Obama não é o primeiro ex-presidente a se apresentar para cumprir este serviço, do qual muitos cidadãos tentam escapar. Seu antecessor na Casa Branca, George W. Bush, também compareceu a um chamado em 2015, mas não foi escolhido. E Chicago tem experiência com jurados conhecidos: em 2004, a magnata dos meios de comunicação Oprah Winfrey foi jurada de um julgamento por homicídio que durou três dias e acabou com uma condenação.
Embora a família Obama viva atualmente em Washington, o ex-presidente e sua mulher, Michelle, mantêm uma casa em Chicago, cidade onde ele começou sua carreira política.
Brasil
No dia 5 de outubro, Obama realizou uma palestra em São Paulo para representantes do mundo empresarial brasileiro e destacou pontos como aquecimento global, crise com a Coreia do Norte, imigrantes, além da importância da diplomacia na resolução de conflitos internacionais e da igualdade social.
Em discurso no Fórum Cidadão Global, realizado pelo jornal Valor Econômico, em parceria com o Banco Santander e a AAdvantage, o democrata ainda afirmou que é preciso garantir que a nova economia funcione para todas as pessoas.
“Em um mundo em que só 1% controla a riqueza, não haverá estabilidade política”, disse Obama, ressaltando que, historicamente, as economias não crescem quando a riqueza é muito concentrada.
Segundo ele, a sociedade não funciona muito bem quando as pessoas sentem que só “insiders” são beneficiadas. “Concentração de riqueza é a receita para polarização [política]”, acrescentou.
O ex-chefe de Estado norte-americano ainda destacou a importância do engajamento na defesa da democracia e defendeu que cada país dê a seus jovens a educação de que precisam. Para Obama, as nações precisam desenvolver sistemas tributários justos. “Eles têm de reinvestir e dar a outras pessoas as oportunidades de que elas merecem”.
