Autoridades suíças apresentaram mais de 60 denúncias por lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao escândalo da Petrobras. A informação faz parte do Escritório de Combate à Lavagem de Dinheiro da Suíça, que repassou os dados para o Ministério Público do país europeu, mas sem citar os nomes dos denunciados.
No início do ano, o Ministério Público da Suíça informou que 300 contas com mais de 400 milhões de dólares em cerca de 30 bancos foram congelados como resultado das investigações sobre a estatal. Nas delações de alguns dos envolvidos, bancos como Pictet, HSBC, Joseph Safra, Julius Bär e outros foram citados como tendo sido usados para transferir milhões de dólares. Desde então, esse número já aumentou e os dois países conversam sobre como podem ampliar a cooperação.
Em março de 2014, alguns desses bancos foram orientados a congelar as contas de correntistas ligados à estatal. Neste ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também teve sua conta bloqueada no Julius Bär. Foi o próprio banco que informou sobre atividades suspeitas por parte do parlamentar.
O caso envolvendo a Petrobras tem tido importante repercussão entre os bancos e as autoridades. Há duas semanas, a presidente do país, Simonetta Sommaruga, garantiu que vai ajudar o Ministério Público brasileiro a lutar contra a corrupção, seja quem for a pessoa sob suspeita ou o tamanho da empresa envolvida. “Queremos lutar contra a corrupção, independente de quem sejam a pessoa ou empresa sob suspeita”, afirmou Sommaruga, que acumula o cargo de ministra da Justiça. (AE)
