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Suíços correm para cortar o cabelo, ir ao dentista e fazer massagem com o relaxamento da quarentena no País

Também serão proibidas reuniões espontâneas de mais de 15 pessoas em locais públicos. (Foto: Reprodução)

Cortes de cabelo, massagens e compras de suprimentos para jardins lideraram a agenda dos suíços nesta segunda-feira (27), quando o país começou a diminuir as restrições ao isolamento dos que podem ficar em casa impostas em março para retardar a disseminação do novo coronavírus.

Filas se formaram em frente às lojas de jardinagem.

“Acho que está na hora. Temos que viver nossas vidas, então acho importante continuarmos realizando nossas atividades. E o contato com as pessoas é tão importante, mesmo em uma fila como essa”, disse Christiane Ansermet, enquanto esperava para entrar numa loja de jardinagem Schillinger, na cidade de Gland, no lago de Genebra.

Anne Schilliger, dona da loja, disse que seu negócio está fechado desde 17 de março e que perdeu 15% do faturamento anual.

“Isso é muito para nós e será difícil recuperar”, disse ela, num tom deprimente ecoado por outros proprietários de pequenas empresas.

Mais de 1.350 pessoas na Suíça morreram em decorrência do novo coronavírus. O número de pessoas com testes positivos chega a 30 mil.

Somente mercearias, farmácias e outras empresas consideradas essenciais foram autorizadas a abrir durante o bloqueio.

Os hospitais podem novamente realizar cirurgias eletivas a partir desta segunda. Cirurgias dentárias, cabeleireiros, salões de massagens e salões de beleza também reabrem.

A maioria das lojas, escolas e mercados de alimentos seguirá o exemplo a partir de 11 de maio. Em um terceiro estágio, escolas e universidades deverão reabrir a partir de 8 de junho, desde que não haja aumento significativo nos casos Covid-19.

“O número de novos casos continua diminuindo, o que certamente é uma boa notícia no primeiro dia em que começamos a relaxar as medidas”, disse Daniel Koch, o principal líder da resposta da Suíça ao surto de coronavírus, a repórteres em Berna.

Leornard Brazzola, dentista em Lausanne, disse que os pacientes têm que pagar do próprio bolso por muitos tratamentos, então é provável que adiem ou cancelem algum trabalho odontológico não essencial.

“Acreditamos que todos serão impactados por essa crise e que sofreremos as consequências por vários meses. Este será um ano complicado”, afirmou.

Ele permite que apenas um paciente entre no consultório por vez. Retirou as revistas da sala de espera e colocou as cadeiras a dois metros de distância uma da outra.

O ministro das Finanças, Ueli Maurer, disse na semana passada que a paralisação estava custando 5 bilhões de francos suíços (R$ 29 bilhões) por semana em perda de produção.

Enfrentando a pior crise econômica em quase meio século, o governo lançou seu maior pacote de ajuda econômica de todos os tempos, fornecendo 62 bilhões de francos (R$ 362 bilhões) para as empresas.

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