O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso determinou que a Justiça Federal no Paraná ouça “com a urgência que o caso requer” o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu sobre o cumprimento da pena do mensalão, processo em que foi condenado a sete anos e 11 meses por corrupção ativa. Ele cumpriu cerca de um ano no regime semiaberto. Como passou-se um sexto da pena, foi autorizado a ir para prisão domiciliar.
Atualmente, o ex-ministro está detido preventivamente em Curitiba (PR), por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato. Ele poderia voltar a cumprir pena em casa pelo mensalão, caso fosse liberado.
Barroso ordenou que Dirceu seja ouvido por conta da recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que ele perca o benefício da prisão domiciliar concedido no mensalão e volte a cumprir pena no regime fechado. Após o depoimento, o ministro do STF decidirá se ordena o retorno do ex-chefe da Casa Civil para o regime fechado.
Janot argumentou que Dirceu continuou a cometer crimes mesmo após ser condenado no processo do mensalão e que as provas são contundentes e abundantes. Na Lava-Jato, o ex-ministro é réu por organização criminosa, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado de ter simulado contratos com empresas para receber dinheiro desviado da Petrobras. (AG)
