Uma empresa americana criou um software de tecnologia de reconhecimento facial que analisa não só o rosto, mas as expressões faciais das pessoas. A partir daí, usando um vasto estudo de psicologia que existe desde a década de 1960, o computador consegue reconhecer se a pessoa está feliz, triste, desapontada, frustrada ou nervosa, entre outros estados emocionais.
O programa foi desenvolvido para melhorar a vida de pacientes com autismo, que não conseguiam ler as expressões e emoções humanas e, com isso, gerar empatia. A pesquisa é hoje usada para fins de marketing. É possível fazer publicidade direcionada a estados emocionais, e mostrar anúncios apenas a quem estiver feliz, por exemplo. Isso ainda não acontece, mas alguns softwares de videochamada já têm essa tecnologia embutida.
No site da empresa americana Affectiva, que desenvolveu o software, é possível assistir a comerciais e ter a expressão facial lida. A máquina lê microvariações de movimentos como o levantar de sobrancelhas e o franzir da testa e compara com o banco de dados para dizer o que a pessoa está sentindo.
A tecnologia também é usada por empresas de TV para saber a reação do público a produtos novos. Em debates políticos, o software pode prever com 70% de precisão em quem os telespectadores votariam.
