As dúvidas sobre o status do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificultam a organização de um esquema de segurança para o ato que acontecerá nesta sexta-feira (18) na avenida Paulista, em São Paulo.
Como ministro, ele teria direito à segurança oferecida pelo governo, mas sua nomeação foi suspensa por um juiz do Distrito Federal. Como ex-presidente, sua proteção ficaria a cargo dos organizadores do ato.
Na Paulista, Lula fará seu primeiro discurso desde que foi divulgado o áudio de suas conversas, inclusive com a presidenta Dilma Rousseff, por determinação do juiz Sérgio Moro.
Os advogados de Lula acusam Moro de arbitrariedade. Empossado ministro na manhã desta quinta (17), Lula não deu declarações sobre o caso.
Os organizadores do ato vão montar um caminhão de som para a realização de discursos. Lula deverá falar no início da noite. Para garantir sua proteção, seja como ministro ou ex-presidente, os militantes vão formar cinturões para protegê-lo ao longo de todo o percurso.
O presidente do PT, Rui Falcão, minimizou a necessidade de esquema especial de segurança para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A maior segurança para ele é a militância que vai estar lá”, afirmou Falcão.
Segundo ele, não há o risco de conflitos desde que a Polícia de São Paulo ofereça aos defensores de Lula o mesmo esquema de segurança montado no domingo (13), dia do protesto pró-impeachment.
Os petistas têm cobrado empenho do governo Alckmin para conter possíveis atos de violência nesta sexta.
“Se tiver violência, a culpa será da PM e do governador”, disse o presidente municipal do PT, Paulo Fiorillo. (Catia Seabra/Folhapress)
