Além das residências do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília e no Rio de Janeiro, as operações de busca e apreensão realizadas pela PF (Polícia Federal) incluíram a Diretoria-Geral da Câmara, responsável por contratos e despesas da Casa.
Entre os itens apreendidos está o celular de Cunha. Em agosto, ele foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele teria recebido 5 milhões de dólares para viabilizar a construção de navios-sondas da Petrobras. A Justiça ainda não decidiu se aceita a denúncia. Também pesam contra ele as contas secretas na Suíça.
Foram recolhidos, ainda, documentos nas casas dos ministros Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), peemedistas.
Outro alvo foram os senadores e ex-ministros Fernando Coelho (PSB- PE) e Edison Lobão (PMDB- MA). Também são investigados o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), contato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em supostos desvios na Petrobras, além do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto e da empresa Estre, que tem como sócio o banco BTG Pactual, de André Esteves, preso pela PF.
