O (MP) Ministério Público ofereceu à Justiça nessa terça-feira denúncia contra quatro taxistas e quatro seguranças do hipermercado Carrefour por fatos relativos à agressão ao motorista do Uber Bráulio Pelegrini Escobar, ocorrida em 26 de novembro em Porto Alegre. A denúncia, assinada pela promotora de Justiça do Tribunal do Júri Sônia Mensch, é por tentativa de homicídio e dano qualificado a veículo.
De acordo com o MP, dois taxistas foram apontados por espancamento, um por organizar uma emboscada e outro por incitar a violência. Em relação aos seguranças, Sônia Mensch entendeu que eles teriam o dever legal de impedir que a vítima fosse agredida e por isso foram denunciados por omissão. A promotora também pediu a manutenção da prisão preventiva de dois taxistas e aguarda novas informações a respeito do envolvimento de outros agressores.
caso
Escobar foi agredido no estacionamento do supermercado Carrefour localizado na avenida Bento Gonçalves. Na ocasião, a vítima foi atingida por socos e pontapés e precisou ser transferida para o Hospital Cristo Redentor. Escobar sofreu traumatismo craniano leve.
A motivação do crime seria o posicionamento contrário dos taxistas ao funcionamento do serviço de transporte Uber em Porto Alegre. Os homens chamaram Escobar pelo aplicativo do Uber e, depois de quase uma hora em trânsito, o direcionaram ao estacionamento, onde, segundo a vítima, cerca de dez pessoas o agrediram.
