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Tecnologias ampliam segurança e reduzem criminalidade no Rio Grande do Sul

A chegada de novas tecnologias na segurança pública do Rio Grande do Sul tem gerado resultados positivos com a redução dos índices de criminalidade no estado. Em Porto Alegre, câmeras corporais e drones se tornaram aliados de policiais e agentes da Polícia Penal no combate ao crime. 

De acordo com o Comando de Policiamento da Capital, os números mostram os efeitos das tecnologias em ação. As ocorrências de desacato caíram 80% e as de desobediência, 31%. “As pessoas olham a câmera ali e algumas coisas que elas diziam e faziam já não o fazem mais. E a mesma coisa serve para o policial também. A gente notou uma mudança de cultura na abordagem, nas palavras utilizadas, então a câmera trouxe esse efeito”, relata o comandante do CPC, Fábio Schmitt.

Atualmente, já são mil câmeras corporais utilizadas em todos os batalhões da capital. A ideia é expandir a tecnologia nos próximos meses para as cidades de Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí e Viamão.

Por meio da câmera eu consigo identificar o que cada parte, como que cada pessoa presente na ocorrência está se portando. E dessa forma, por vez, utilizar aquela imagem produzida como meio de prova. Então tem uma série de propriedades que estão previstas na câmera, a fim de garantir que ela tenha o seu funcionamento dentro dos ditames estabelecidos no projeto inicial”, destaca Moacir Simões, subdiretor do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da Brigada Militar.

Os equipamentos fazem gravações em tempo real, que podem ser acompanhadas pela central de comando e controle da polícia. Ela começa automaticamente assim que o agente retira a câmera da base de carregamento e só desliga quando é devolvida, com duração de aproximadamente 12 horas de bateria.

A tecnologia é fornecida pela Axon, empresa conhecida pelas armas Taser e câmeras corporais utilizadas por policiais militares e sistemas prisionais.É uma câmera que já vem com LTE, ou seja, com conectividade, para que possa também ter a parte de transmissão ao vivo, além da geolocalização também. Então além de saber a posição no terreno, onde aqueles policiais estão, eles também podem abrir a transmissão ao vivo para que a central de comando veja o que está acontecendo em determinada ocorrência, e muitas vezes também servir com esse apoio, essa ajuda ao policial militar”, explica Samuel Moraes, gerente da Axon.

Assim como a Brigada Militar, a Polícia Penal também utiliza câmeras corporais nas casas prisionais e nas escoltas. Em 2023 eram 32, hoje já são 500 unidades em uso no Rio Grande do Sul. A iniciativa reduziu confrontos, aumentou a cooperação em inspeções e aprimorou o treinamento dos agentes, reforçando a segurança de servidores e detentos.

Caso haja alguma situação peculiar, alguma operação, que não ocorra da forma correta, geralmente, por falsas denúncias de pessoas que não querem que as coisas funcionem como deveriam ser, as imagens por si falam e esclarecem qualquer dúvida nesse sentido”, ressalta Anderson Prochnow, diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal do Rio Grande do Sul.

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