Balanço divulgado nessa quarta-feira (4) pela Defesa Civil aponta que 84 dos 497 municípios gaúchos sofreram estragos e transtornos devido aos temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde o início da semana. Estima-se que mais de 20 mil pessoas tenham sido diretamente afetadas pela chuva intensa e eventualmente acompanhada de vendaval, granizo e raios – quase 150 delas tiveram que deixar suas casas.
Até agora foram registradas 90 ocorrências. Desse total, 77 cidades contabilizam 20 pessoas feridas. A maioria dos problemas se concentra nas regiões Norte e Noroeste do Estado, embora também haja registros expressivos no Centro e em outras áreas do mapa.
São 3.882 residências danificadas, 1.297 destelhadas, 35 alagadas e quatro destruídas. Também houve danos em prédios públicos e instituições de saúde ou ensino, dentre outros estabelecimentos. No total, o órgão estadual enviou 87 alertas, sendo 83 mensagens por SMS e quatro avisos do tipo “cell broadcast” (na tela do celular).
Aspectos humanos e materiais
Os dez municípios com maior número de pessoas afetadas são: Passa Sete, Paraíso do Sul, Porto Vera Cruz, Passo Fundo, São Domingos do Sul, Júlio de Castilhos, Água Santa, Relvado, Mariano Moro e Marau.
Já os dez municípios com maior número de danos materiais registrados são: Nova Prata, Passo Fundo, Júlio de Castilhos, Água Santa, Erval Grande, Relvado, Mariano Moro, Esperança do Sul, Marau, Muliterno. Nessa lista, os danos materiais são contabilizados por município, sem ponderação por gravidade ou valor financeiro.
Em Passa Sete, município com o maior número de pessoas afetadas, um vendaval atingiu 4.186 pessoas, deixando um ferido e três desalojados. Há 52 residências destelhadas e duas destruídas, além de dois estabelecimentos de saúde e duas escolas danificadas. Também foram registradas cinco quedas de vegetação, quatro ocorrências envolvendo postes ou trechos de fiação danificados e a obstrução de uma via local.
Em Nova Prata, cidade com o maior número de danos materiais registrados, quinze pessoas ficaram feridas. Além disso, houve danos em 2.700 casas, sete escolas e dois estabelecimentos, além de duas quedas de vegetação.
Cabe ressaltar que os termos “desalojado” e “desabrigado” envolvem duas situações diferentes. Os primeiro é forçado a abandonar sua casa, mas encontra abrigo temporário em residência de parentes ou amigos (bem como em hotel), ao passo que segundo não possui alternativa particular de acolhimento temporário, passando a depender de ginásio, ou escola, por exemplo, com ajuda do poder público ou da Defesa Civil.
Panorama geral da situação
– 20.042 pessoas afetadas.
– 20 pessoas feridas.
– 75 pessoas desabrigadas.
– 74 pessoas desalojadas.
– 4 casas completamente destruídas.
– 1.297 casas destelhadas e 3.882 com outros estragos.
– 35 casas alagadas.
– 9 estabelecimentos de saúde danificados.
– 9 instituições de ensino com estragos em instalações.
– 102 prédios públicos de outras áreas, também atingidos.
(Marcello Campos)
