Ao menos três pessoas morreram e cinco ficaram feridas, em “condição crítica”, após um tiroteio ocorrido na noite de sexta-feira em um estúdio de ioga em Tallahassee, na Flórida, no Sul dos Estados Unidos, informou a polícia local. Segundo o chefe de polícia, Michael DeLeo, um dos mortos é o autor dos disparos, que supostamente se matou após cometer o ataque, ocorrido por volta das 17h30min no horário local (18h30min no horário de Brasília).
“Toda a evidência indica que se trata do ato de uma só pessoa e que atualmente não há ameaça imediata na região”, disse o chefe de polícia, que não falou sobre as possíveis motivações do ataque.
Pouco antes, Alison Faris, uma porta-voz do município, havia afirmado que o responsável pelos disparos estava morto, como resultado de “um ferimento de bala autoinfligido”, segundo o jornal local Tallahassee Democrat.
O tiroteio fez com que o prefeito da cidade, o democrata Andrew Gillum, que está em plena corrida eleitoral pelo governo estadual, suspendesse temporariamente sua campanha e felicitasse a “rápida resposta” das forças de segurança locais. “Nenhum ato de violência armada é aceitável”, escreveu Gillum em sua conta no Twitter, na qual informou que estava retornando à capital da Flórida.
No momento do ataque, 11 pessoas estavam registradas como presentes na aula que era realizada. O ataque ocorreu depois que, há uma semana, Robert Bowers, 46 anos, matou 11 pessoas ao invadir um templo judeu, armado com um fuzil semiautomático AR-15 e três pistolas Glock 57. Ele abriu fogo de maneira indiscriminada contra os fiéis.
Atirador
A polícia identificou como Scott Paul Beierle o homem que abriu fogo dentro do estúdio de ioga em Tallahassee. De acordo com o comunicado da polícia, um dos mortos foi o próprio Beierle, de 40 anos, que aparentemente tirou a própria vida com um tiro após cometer o ataque, além de Nancy Van Vessem, de 61, e Maura Binkley, de 21, que morreram em um hospital local.
“Duas vítimas estão em condição estável e três receberam alta de um hospital local”, informou na manhã deste sábado a polícia, que até o momento ouviu dezenas de pessoas e desconhece as motivações do fato.
De acordo com o jornal local Tallahassee Democrat, Van Vessem era profissional da saúde e professora na Universidade do Estado da Flórida, enquanto Binkley era uma estudante da mesma instituição de ensino.
