O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) realizam no próximo dia 16 de junho o encontro “Vozes em Diálogo: Justiça e Jornalismo no enfrentamento à violência de gênero”. O evento ocorrerá das 14h às 17h, no Auditório do Espaço Multi do TJRS, em Porto Alegre, e também terá transmissão ao vivo pelo canal do Tribunal no YouTube.
A iniciativa pretende aproximar o Judiciário e os profissionais da comunicação para discutir a cobertura de casos de feminicídio e violência contra a mulher. O objetivo é promover esclarecimentos sobre questões jurídicas relevantes e incentivar uma abordagem jornalística responsável, contextualizada e alinhada às diretrizes de proteção às vítimas.
Nesta terça-feira (9), o presidente do Conselho de Comunicação Social do TJRS, desembargador Túlio Martins, esteve na nova sede da Rede Pampa de Comunicação para divulgar o encontro. Na ocasião, ele se reuniu com o vice-presidente da empresa, Paulo Sérgio Pinto.
Segundo Martins, o evento busca abrir um espaço de diálogo entre jornalistas e integrantes do sistema de Justiça sobre a forma como esses crimes são noticiados. “Será uma conversa que o tribunal teve a ideia de promover entre jornalistas, estamos convidando os veículos, e capilarizá-la o máximo possível através da Agert, enviando link, transmitindo pelo YouTube, a respeito da maneira de comunicar os feminicídios e os atos violentos cometidos por razões de gênero.”
O desembargador destacou que uma das principais preocupações é evitar que a cobertura jornalística cause novos danos às vítimas e seus familiares. “A nossa preocupação é não revitimizar a pessoa ao dar a notícia, nem glamourizar o fato, muito menos de agregar alguma ideia de virilidade.”
Ao comentar o aumento dos casos de feminicídio registrados no Estado neste ano, Martins afirmou que a forma de abordar o tema evoluiu nos últimos meses. “Eu acho que houve uma evolução nesse espaço de tempo curto, vamos pegar um recorte temático e um recorte de tempo de 2026, acho que houve uma evolução na maneira de noticiarmos isso e de comentarmos esse assunto.”
O magistrado também citou mudanças adotadas pelo próprio Tribunal na divulgação desses crimes. “O que nós temos feito no tribunal é ao dar a notícia não colocamos mais um motivo do homicida. Matou por ciúmes, matou porque não suportou a separação, matou porque queria ficar com os filhos, isso não se coloca mais.”
A atividade é voltada a jornalistas de veículos de comunicação do Rio Grande do Sul, profissionais da comunicação que atuam em instituições do sistema de Justiça e assessorias de comunicação de tribunais de todo o país. As confirmações de presença podem ser feitas pelo e-mail secretaria@agert.org.br.
