O ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, disse nessa quarta-feira (22), que espera disputar o segundo turno da eleição com o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) “porque ele perde para qualquer um”.
A pesquisa Datafolha/Folha/TV Globo divulgada na terça-feira (21) testou 10 cenários diferentes de segundo turno para a disputa presidencial. Sem o nome do ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro venceria apenas Fernando Haddad (PT).
“O que todo mundo quer é o Bolsonaro no segundo turno, porque ele perde para qualquer um. Vamos chegar ao segundo turno”, disse Alckmin em após visitar um frigorífico na cidade de Gurupi, no Tocantins.
Na pesquisa, Alckmin apareceu com 9% das intenções de voto no cenário sem Lula. Neste caso, Bolsonaro tem 19% das intenções de voto, seguido por Marina Silva (Rede), que atinge 16%, e Ciro Gomes (PDT), que tem 10%.
Apesar da dianteira, Bolsonaro fica atrás de Marina e Alckmin no segundo turno, de acordo com a pesquisa do Datafolha. Contra a ex-ministra, o deputado perderia hoje por 45% a 34%. Já no embate com o tucano, o candidato do PSL seria derrotado por 38% a 33%. Contra Ciro, há situação de empate técnico: 38% contra 35%. Lula bateria todos os candidatos no segundo turno, enquanto Haddad perderia nos dois cenários testados, contra Bolsonaro (38% a 29%) e Alckmin (43% a 20%).
Apesar de figurar no escalão médio dos candidatos neste momento, o tucano continuou repetindo o mantra que a eleição só começa com o horário eleitoral na TV e rádio. “Nós vamos trabalhar para chegar no segundo turno e vamos chegar”, disse o ex-governador de São Paulo.
Alckmin x “Bolsominions”
Em evento no Rio de Janeiro na terça-feira, com candidatos a deputado pelo PSDB e partidos coligados no Estado — DEM, PP, PTB, Solidariedade e PPS –, os apoiadores foram convocados a entrar “em guerra” nas redes sociais com eleitores do concorrente Jair Bolsonaro.
O integrante da equipe de mídias sociais da campanha de Alckmin, Fabricio Moser, instou cabos eleitorais a se engajar fortemente na campanha feita no Facebook e pelo WhatsApp. Orientou os presentes, cerca de 800 pessoas, a entrar no “exército de Alckmin no Rio de Janeiro” e aderir à “guerra” contra apoiadores de Bolsonaro, argumentando que o perfil do tucano no Facebook sofreu “ataques de bolsominions”. Moser ensinou a plateia a reagir às postagens do tucano com o ícone “uau” (um emoticon de boca aberta), para “equilibrar a estética dos posts”, que recebem reações com emoticons de raiva dos eleitores de Bolsonaro. Afirmou ainda que textos de campanha devem ser compartilhados pelo WhatsApp. “Ele tem muito robô e a galera dele vai lá e faz o que tem que fazer”, afirmou Moser sobre Bolsonaro.
