Trabalhadores temporários poderão ser contratados por seis meses, três meses a mais do que prevê a legislação atual. A proposta foi apresentada na última quarta-feira ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pela direção da Fenaserhtt (Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas e Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado) e integra um conjunto de sugestões para acelerar a geração de empregos no País. As propostas da federação chegam em um momento em que, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego no Brasil aumentou em 11,3% no segundo trimestre. Ao todo são 11,6 milhões desempregados em todo o País.
Segundo Vander Morales, presidente da Fenaserhtt, a medida vai servir para que o trabalhador temporário fique mais tempo empregado. “A proposta não retira direitos e significa a oportunidade de mais tempo em que o trabalhador continuará na ativa, com renda e com mais possibilidades de ampliar a arrecadação do País”, explicou.
O documento reúne outras cinco propostas, entre elas a de prorrogação do contrato de emprego temporário por mais três meses após o período já trabalhado. As medidas entregues na reunião serão avaliadas pelo Ministério do Trabalho, que voltará a se reunir em setembro com a Fenaserhtt.
