A Organização Não-Governamental (ONG) Transparência Internacional divulgou nessa segunda-feira (5) nota em que diz que “são falsas as informações de que valores recuperados através de acordos de leniência” no âmbito da Operação Lava-Jato “seriam recebidos ou gerenciados pela organização.”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, mandou investigar se a organização recebeu e administrou parte dos valores obtidos com multas pagas em acordos firmados pela operação.
Segundo o ministro, seria “duvidosa” a criação e fundação de uma entidade privada para gerir recursos públicos que vieram de pagamento de multa às autoridades brasileiras.
Na decisão, Toffoli cobrou que sejam apresentados dados sobre como a Transparência Internacional atuou e incluiu o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) na investigação.
Na nota, a Transparência Internacional negou ter recebido, direta ou indiretamente, qualquer valor dos acordos de leniência.
“Através de acordos formais e públicos, que vedavam explicitamente o repasse de recursos à organização, a Transparência Internacional – Brasil produziu e apresentou estudo técnico com princípios, diretrizes e melhores práticas de transparência e governança para a destinação de ‘recursos compensatórios’ (multas e recuperação de ativos) em casos de corrupção”, afirmou a ONG em nota divulgada após a decisão.
Ainda na nota, a Transparência Internacional afirmou que o relatório produzido em questão recomendava que o Ministério Público não atuasse na gestão dos recursos. Segundo a ONG, o acordo para a cooperação com a ONG terminou em 2019 e não foi renovado, “encerrando qualquer participação da Transparência Internacional.”
Fake news
“Tais alegações já foram desmentidas diversas vezes pela própria Transparência Internacional e por autoridades brasileiras, inclusive pelo Ministério Público Federal. Apesar disso, estas fake news vêm sendo utilizadas há quase cinco anos em graves e crescentes campanhas de difamação e assédio à organização”, ressaltou a ONG, que vê “reações hostis ao trabalho anticorrupção” como “cada vez mais graves e comuns.” As informações são do portal de notícias G1.
