Embora seja frequentemente associado à calvície masculina, o transplante capilar também pode ser realizado em mulheres. A cirurgia consiste na transferência de unidades foliculares de uma região com maior densidade para áreas que apresentam rarefação ou ausência de fios.
A indicação, porém, exige avaliação cuidadosa. A queda capilar feminina pode ter diferentes causas e nem todas apresentam tratamento cirúrgico.
Entre os fatores analisados antes da indicação estão o diagnóstico, a estabilidade do quadro e as condições da região doadora. Em alguns casos de alopecia feminina, o transplante pode ser considerado quando existe disponibilidade adequada de folículos.
Entre as situações que podem apresentar indicação estão:
Rarefação capilar localizada;
Linha capilar naturalmente alta ou testa proporcionalmente ampla;
Falhas provocadas por traumas, cirurgias ou cicatrizes estabilizadas;
Alopecia de tração sem atividade inflamatória;
Falhas nas sobrancelhas;
Alguns casos de alopecia de padrão feminino;
Correção de procedimentos anteriores.
A calvície em mulheres
A alopecia de padrão feminino, também conhecida como alopecia androgenética feminina, costuma provocar redução progressiva da espessura e da densidade dos fios. Diferentemente do padrão masculino, a rarefação geralmente ocorre de forma mais difusa e pode atingir principalmente a região frontal e o topo da cabeça.
Essa característica torna a análise da região doadora ainda mais importante. Os cabelos utilizados precisam ser retirados de uma área com densidade e estabilidade suficientes para fornecer os folículos necessários.
Quando essa região também apresenta perda significativa, a quantidade disponível pode não ser suficiente para alcançar a cobertura planejada.
Quais tipos de queda não costumam ser tratados com transplante?
O transplante capilar não trata todas as causas de queda de cabelo. Em quadros temporários, difusos ou ainda ativos, a prioridade costuma ser identificar e controlar o fator responsável antes de considerar a cirurgia.
Algumas situações que exigem investigação incluem:
Eflúvio telógeno;
Quedas associadas a alterações hormonais ou nutricionais;
Alopecia areata em atividade;
Alopecias cicatriciais ou inflamatórias ativas;
Doenças que comprometem também a região doadora;
Queda ainda sem diagnóstico definido.
A realização do procedimento em áreas com doenças inflamatórias ativas pode comprometer o crescimento dos fios implantados e favorecer a progressão do quadro.
Já a alopecia de tração ocorre quando os cabelos são submetidos repetidamente à tensão causada por penteados apertados, tranças ou extensões. Nas fases iniciais, a redução da tração e o tratamento adequado podem permitir a recuperação dos folículos. Em situações prolongadas, porém, alguns danos podem se tornar permanentes.
Nesses casos, o transplante pode ser considerado quando a perda está estabilizada e a região apresenta condições adequadas para receber os enxertos.
O transplante capilar feminino pode ter aparência natural?
Quando existe indicação adequada, o planejamento pode proporcionar uma aparência compatível com as características da paciente.
A cirurgia considera fatores como formato do rosto, altura da testa, direção de crescimento, espessura dos fios e densidade disponível.
Na região frontal, unidades foliculares com menor quantidade de fios costumam ser utilizadas para criar uma transição mais delicada, respeitando o padrão natural dos cabelos. Com informações do portal G1.
