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Greve geral: Trensurb obtém liminar que determina funcionamento dos trens nos horários de pico desta sexta-feira. Saiba mais sobre o que deve parar

Trensurb diz que haverá trens em horários de pico. (Foto: Vitor Artur/Divulgação/Trensurb)

Em função da greve geral convocada por diversas centrais sindicais para esta sexta-feira (30), diversos serviços podem ser paralisados. Entre eles, os de transporte. A Trensurb informou na tarde desta quinta-feira (29) que “com o objetivo de manutenção dos serviços aos usuários”, obteve liminar na Justiça do Trabalho que determina o funcionamento do metrô nos horários de pico.

Confira a nota da Trensurb:

A Trensurb, com o objetivo de manutenção dos serviços aos usuários, obteve liminar na Justiça do Trabalho que determina o funcionamento do metrô nos horários de pico desta sexta-feira (30), durante a paralisação convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimetrô-RS). A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região determina manutenção plena dos serviços nos horários de pico, das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 20h30. Fixa ainda multa de R$ 15 mil ao Sindimetrô-RS por horário de pico não atendido.

A Direção da empresa conta com a responsabilidade dos envolvidos nesse processo para que haja, no mínimo, o cumprimento da decisão judicial.

Ônibus

Os ônibus de Porto Alegre também devem ter paralisações, em especial na saída dos ônibus das garagens. Rodoviários da Região Metropolitana e de outros pontos do estado também estão determinados a parar, e caminhoneiros estão organizados em vários pontos do estado. Igualmente as escolas municipais, estaduais e privadas, segundo os sindicalistas, estão decidindo a estratégia para o dia 30.

Bancos

Os  bancos também não devem abrir, conforme o SindBancários (Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região).

Federasul

A Federasul classificou de “inoportuna” a greve geral marcada para esta sexta-feira (30), pelas Centrais Sindicais. Em nota, a entidade lamenta a decisão dos Sindicatos, que convoca a paralisação para os que estão empregados, e lembra dos 14 milhões de desempregados que estão à procura de uma vaga para trabalhar.

A nota diz ainda que a paralisação impacta negativamente na economia e vai de encontro ao projeto de reformas que a entidade defende como necessárias para a retomada do crescimento.  “Sem as reformas o País não prospera”, diz a presidente Simone Leite.

Assembleia Legislativa

O legislativo estadual emitiu nota informando que estará aberta mas reconhecendo o direito de greve dos funcionários.

NOTA OFICIAL
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul manterá suas portas abertas nesta sexta-feira (30), reconhecendo, porém, o direito legítimo de greve. Assim como no episódio do mês de abril, o SINFEEAL (Sindicato dos Funcionários Efetivos e Estáveis da Assembleia Legislativa do RS) e a ASSERLEGIS (Associação dos Servidores Efetivos do Poder Legislativo do RS) comunicaram à Direção Administrativa da Casa que estarão aderindo à greve geral. De sua parte, os gabinetes e bancadas decidirão se aderem ou não ao movimento.

Força Sindical 

A Força Sindical-RS divulgou nota informando que está alinhada com as demais Centrais para o Dia de Mobilização e Paralisação Nacional contra as Reformas Trabalhista da Previdência e a Terceirização.

Os dirigentes da Central irão se concentrar às 6h no Terminal Cairú, Av. Farrapos, onde sairão em marcha para ato na Estação Rodoviária. De lá, se deslocarão até a Esquina Democrática, no Centro, concluindo o ato de protesto.

Segundo a entidade, “todas as entidades filiadas à Central foram convocadas para a mobilização em defesa da classe trabalhadora. É um momento decisivo na luta contra a retirada de direitos, por isso o apoio de todos é fundamental”.

Professores

O Sinpro/RS, que representa os professores da rede privada de ensino do Rio Grande do Sul, destaca que na votação online, realizada na última semana com os professores associados, 67% dos participantes votaram pela participação da categoria na Greve.  O Sindicato orienta os professores para a adesão coletiva, por local de trabalho, para a participação na paralisação. Caso isso não seja possível, que cada professor se integre a esse ato de protesto não trabalhando e se somando às atividades públicas que estarão sendo realizadas. O CPERS também está mobilizando os professores da rede estadual para participar dos protestos.

A reunião das centrais sindicais, realizada nesta quarta-feira (28), em Porto Alegre, definiu a agenda de atividades que marcarão o dia 30 de junho, próxima sexta-feira, por ocasião da Paralisação Nacional em oposição as reformas da Previdência e Trabalhista.

Além da adesão de diversas categorias à greve, serão realizadas manifestações públicas ao longo dia em Porto Alegre e cidades do interior do estado.
Na capital, haverá caminhadas pelas principais avenidas da cidade e ato público, ao meio dia, no largo Glênio Peres.
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