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Três a cada 10 gestantes têm insegurança alimentar em Pelotas, diz estudo

Foto: Reprodução/Pixabay

Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Comportamento da Universidade Católica de Pelotas (PPGSC/UCPel), mostrou que três a cada 10 gestantes estão em insegurança alimentar na cidade. O estudo caracterizou-se pela preocupação acerca da quantidade e qualidade dos alimentos para satisfazer as necessidades biológicas e emocionais. “Muita gente confunde e acha que a avaliação se dá através do consumo, mas é a questão psicológica”, explica a responsável pela pesquisa, nutricionista Caroline Ávila.

O objetivo é associar fatores demográficos e socioeconômicos à insegurança alimentar da população. A divisão da pesquisa foi feita em grupos etários: menores de 19 anos, 20 a 29 e 30 anos ou mais. A maior prevalência se deu entre as mais jovens, com idade inferior a 19 anos.

Ao todo, foram analisadas 729 gestantes, coletadas entre 2016 e 2018 – uma amostra parcial do banco de dados utilizado pelo projeto ‘Gravidez cuidada, bebê saudável’. Dessas, 31% apresentaram ter a insegurança.

Para realizar o estudo, foi utilizado a escala brasileira de insegurança alimentar que, de acordo com a pesquisadora, é separada em três níveis. Na amostra, 23,3% apresentaram insegurança leve, isto é, diminuição da qualidade dos alimentos como estratégia para não faltar comida; 3,8% moderada, quando além da diminuição da qualidade, adultos da família reduzem a quantidade para não faltar comida; e outros 3,8% foram considerados casos graves, por faltar comida para adultos e crianças.

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