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Três em cada quatro brasileiros perderam alguém para a covid-19

O País começa a observar a formação de um platô perigoso nas curvas de casos e mortes, com números ainda muito altos. (Foto: Divulgação)

Três em cada quatro brasileiros perderam alguém para a covid-19, apontou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (3) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Entre os que participaram do levantamento, mais da metade informou que perdeu amigos, 25% se despediram de parentes e 15% tiveram colegas de trabalho mortos pelo novo coronavírus.

Os dados fazem parte da segunda etapa da pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, da CNI, encomendada ao Instituto FSB. De acordo com o estudo, a situação da pandemia do coronavírus no Brasil é considerada grave ou muito grave para 89% dos brasileiros. Há um ano, eram 80%. Esse aumento de nove pontos percentuais é significativo e mostra que a segunda onda da covid-19 teve um impacto maior na população, no isolamento social e no medo da doença.

Ainda segundo os dados, apenas 4% da população afirmam que a situação é nada grave. Foram entrevistadas 2.010 pessoas entre 16 e 20 de abril.

De acordo com a CNI, a piora na percepção ocorreu, entre outros fatores, devido à proximidade da população com pessoas que morreram em decorrência do coronavírus. “Enquanto não houver uma vacinação em massa, a pandemia será motivo de grande preocupação para a população e continuará afetando o funcionamento das empresas, dificultando a esperada retomada da economia”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Ele lembra que, em recente encontro com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, colocou as estruturas do Sesi (Serviço Social da Indústria) e do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) à disposição do governo para ajudar a acelerar o processo de vacinação.

A pesquisa mostra que as mulheres estão mais preocupadas. Para 93% delas, a situação é grave ou gravíssima. Esse percentual entre os homens é de 85%. Também há diferença entre as regiões e as faixas etárias. Ao todo, 86% da população entre 25 e 40 anos consideram a pandemia grave. Essa percepção sobe para 92% na parcela da população com mais de 60 anos.

No Norte e Centro-Oeste, 85% veem a situação como grave e 8% acreditam que é pouco ou nada grave. No Sudeste, 92% avaliam a situação do Covid-19 no Brasil, como grave ou gravíssima. E 3%, como pouco ou nada grade.

Segundo a pesquisa da CNI, 56% da população afirmam ter um medo grande ou muito grande da pandemia. Apenas 3% não tem nenhum medo. Na divisão por sexo, 63% das mulheres afirmam ter um medo grande ou muito grande. Entre os homens, esse percentual cai para 49%.

Desta forma, 44% da população acreditam que o número de casos e mortes provocados pela pandemia de coronavírus vai aumentar ou aumentar muito nos próximos dois meses.

A principal diferença está na idade. 53% da população de 16 a 24 anos acreditam que a contaminação vai piorar, 48% das pessoas entre 25 a 40 anos fazem a mesma avaliação, 40% da população entre 41 e 59 anos acham que o número de casos e mortes deve aumentar e 34% das pessoas com mais de 60 anos têm essa percepção. As informações são da CNI.

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