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Tribunal Superior Eleitoral impede cadeira vazia de Lula, Flávio desiste de participação e Globo cancela debate presidencial

Após receber duas intimações judiciais, a Globo decidiu cancelar o debate presidencial marcado para a noite dessa quinta (1º). (Foto: TV Globo)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a TV Globo de exibir a cadeira vazia reservada a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial dessa quinta-feira (1º), Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar do encontro e, diante das mudanças determinadas pela Justiça, a emissora cancelou o debate. O programa estava previsto para ocorrer três dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

A decisão sobre a ausência de Lula foi tomada pela ministra Estela Aranha, do TSE, após o presidente informar, na quarta-feira (30), que não participaria do debate. Além de impedir a exibição do púlpito reservado ao petista, a ministra determinou que os demais candidatos não poderiam fazer perguntas dirigidas a Lula.

Segundo Estela, a regra inicialmente prevista para o encontro poderia criar consequências negativas para o candidato que optasse por não comparecer. “A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate, renunciando à facultatividade de participação assegurada em lei”, afirmou.

Flávio, que inicialmente havia confirmado presença, anunciou posteriormente que também não participaria do debate. Em publicação nas redes sociais, atribuiu a decisão ao que chamou de “censura imposta ao evento pelo TSE”.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, escreveu o candidato do PL.

Na noite dessa quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate. O pedido havia sido apresentado pelo Solidariedade em uma ação que tramitava no Supremo desde maio.

Gilmar afirmou que a participação de Renan deveria ser assegurada em atenção à liberdade de expressão e ao pluralismo político. Na decisão, o ministro citou ainda determinação anterior do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que havia garantido a participação de Romeu Zema (Novo) no encontro.

Após receber as duas intimações judiciais, a Globo anunciou o cancelamento do debate. A emissora informou que as decisões alteraram as regras previstas para o programa e inviabilizaram a realização do encontro nas condições estabelecidas inicialmente.

Lula havia informado que não participaria do debate e, no mesmo horário em que o programa seria transmitido, participou de uma entrevista ao Flow Podcast. (Com informações do portal g1)

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