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Tribunal Superior Eleitoral pede investigação de empresa em campanha eleitoral de Dilma

Segundo Mendes, a empresa não apresentou registro de entrada de materiais, produtos ou serviços. (Foto: Nelson Jr./STF)

O ministro Gilmar Mendes, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), pediu na terça-feira que o Ministério Público de São Paulo investigue supostos ilícitos praticados por uma empresa que prestou serviços à campanha que levou a presidenta Dilma Rousseff à reeleição em 2014. De acordo com a decisão, a Assessoria de Análise de Contas Eleitorais do tribunal identificou, com base em dados fornecidos pela Secretaria de Fazenda de São Paulo, que a empresa Angela Maria do Nascimento Sorocaba-ME emitiu notas fiscais de 1,6 milhão de reais em nome do comitê de campanha da presidenta, mas não houve comprovação dos serviços.

Segundo o ministro, a empresa não apresentou registro de entrada de materiais, produtos ou serviços. As notas foram emitidas entre agosto e setembro de 2014, período de funcionamento da empresa. Procurada pela Fazenda de São Paulo, Angela Maria disse que abriu uma microempresa a pedido da Embalac, de modo que a empresa não fosse desenquadrada do Simples Nacional. A Embalac produz materiais publicitários, como bandeiras e faixas, e também prestou serviços para o PT durante as eleições.

O despacho foi proferido no processo de prestação de contas da campanha da presidenta à reeleição, cuja prestação foi aprovada pelo plenário do TSE em dezembro do ano passado. Em nota, o advogado Flávio Caetano, que atuou como coordenador jurídico da campanha da presidenta, informou que a documentação que comprova a prestação do serviço foi entregue ao TSE, que jáaprovou as contas eleitorais da presidenta. (Folhapress)

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