Dois homens e uma mulher foram resgatados de uma ilha deserta na última terça-feira (9) após sobreviverem à base de cocos, mariscos e ratos por 33 dias, informou a Guarda Costeira dos Estados Unidos, citada por uma reportagem de emissora afiliada da rede NBC.
A Guarda Costeira avistou pessoas agitando bandeiras na segunda-feira (8), durante uma patrulha aérea de rotina nas águas ao redor de Anguilla Cay, em uma cadeia de ilhas nas Bahamas, entre Lower Keys (Flórida) e Cuba. A Guarda Costeira tratou o caso como uma missão de resgate e lançou água, comida e um rádio para os isolados na segunda-feira. Os três estavam vivendo sob um abrigo improvisado feito de lona e pedaços de madeira.
Uma equipe de helicóptero baixou na pequena ilha, que não tem fonte de água doce, e levou o grupo para um centro médico de Lower Keys. Nenhum dos três tinha ferimento grave. Eles exibiam sinais de desidratação e fadiga.
Ilha deserta
A Guarda Costeira disse que o trio era originário de Cuba. Eles disseram à tripulação do helicóptero que seu barco virou em águas agitadas quase cinco semanas antes, e eles puderam nadar até a ilha deserta.
Não ficou imediatamente claro se eles eram emigrantes tentando chegar aos EUA ou outro país, ou se eram pescadores perdidos no mar, disse o suboficial da Guarda Costeira dos EUA Brandon Murray, de acordo com o jornal “Sun-Sentinel”.
Murray acrescentou considerar notável que as três pessoas tenham sobrevivido: “Não consigo me lembrar de uma vez em que salvamos pessoas que ficaram isoladas por mais de um mês em uma ilha. Este é um caso novo para mim”.
“Foi incrível. Não sei como eles fizeram isso. Fiquei surpreso que eles estivessem em tão boa forma quanto estavam”, disse o tenente Justin Dougherty à emissora WPLG, afiliada da CNN.
“Graças às nossas tripulações aéreas que conduzem diligentemente patrulhas de rotina, fomos capazes de localizar pessoas em perigo e intervir”, disse Sean Connett, oficial de comando do Sétimo Distrito da Guarda Costeira. “Esta foi uma operação muito complexa envolvendo ativos e tripulações de unidades diferentes, mas graças à boa comunicação e coordenação entre os centros de comando e os pilotos, pudemos levar todos com segurança a uma instalação médica antes que a situação piorasse.” As informações são do jornal Extra, da CNN e da Guarda Costeira dos EUA.
