Os Estados Unidos concluíram nesta quarta-feira (30) a retirada das suas últimas tropas do Iraque, encerrando mais de duas décadas de atuação militar no país do Oriente Médio.
A saída marca o fim de uma operação iniciada com a invasão liderada pelos EUA em 2003, que derrubou o ditador Saddam Hussein e abriu caminho para anos de insurgência e violência sectária. Embora as forças americanas tenham deixado o Iraque em 2011, elas retornaram em 2014 para apoiar o Iraque na luta contra o grupo terrorista EI (Estado Islâmico).
Apesar da retirada, especialistas afirmam que a influência dos EUA no Iraque dificilmente desaparecerá com a saída das tropas. A medida ocorreu após um acordo entre Washington e Bagdá, feito em 2024, para encerrar a Operação Resolução Inerente, a missão da coalizão liderada pelos EUA contra o EI.
No auge da guerra do Iraque, em 2007, mais de 170 mil soldados americanos estavam mobilizados no país. Em dezembro de 2023, antes do acordo de retirada ser firmado, esse número havia caído para cerca de 2,4 mil, segundo o Comando Central dos EUA.
Desde então, as forças americanas reduziram sua presença, deixando apenas um pequeno contingente na região autônoma do Curdistão, no Norte do Iraque.
