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Trump diz que a primeira-ministra da Itália é “simpática”, mas errou sobre o Irã

Presidente americano fez elogio sobre Meloni, mas criticou premiê sobre falta de apoio em operação para abrir Estreito de Ormuz (Foto: Ministério da Primeira-Ministra da Itália)

Durante a Cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que ocorre entre esta terça (7) e quarta-feira (8), o presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, como uma “pessoa simpática”, mas a criticou por não ajudar no conflito com o Irã.

São as declarações mais recentes em uma disputa diplomática que vem tensionando as relações bilaterais. Meloni já foi considerada uma aliada próxima de Trump, mas a relação esfriou no mês passado, quando o presidente americano disse ao canal de TV italiano La7 que a primeira-ministra havia “implorado” para tirar uma foto com ele durante uma cúpula do G7 na França. Ela negou a afirmação e o acusou de inventar a história.

Ela o havia criticado ainda este ano por atacar o papa Leão devido à sua condenação da guerra no Irã. Isso, por sua vez, resultou em uma resposta de Trump, que a criticou por se recusar a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz.

O presidente disse que sua relação com Meloni “ficou um pouco ruim porque ela se recusou a nos ajudar” em relação ao Irã. “Ela se recusou a se envolver, então isso prejudicou um pouco minha relação com ela. Mas eu gosto dela. Acho que ela é uma pessoa simpática, na verdade. Mas acho que ela cometeu um erro”, disse Trump a repórteres na Turquia, onde participa de uma cúpula da Otan.

Em março, a Itália negou permissão para que aeronaves militares dos EUA pousassem na base aérea de Sigonella, na Sicília, antes de seguirem para o Oriente Médio, pois Washington não havia solicitado autorização prévia ao governo de Roma.

O líder americano havia sido questionado sobre uma foto que publicou na rede social Truth Social durante o fim de semana, mostrando Meloni olhando para ele com a legenda “PRECISA DE UMA ORDEM DE RESTRIÇÃO” — um gesto que reacendeu a disputa com a primeira-ministra italiana antes do encontro da Otan em Ancara, do qual ambos participariam.

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