O presidente dos EUA, Donald Trump, negou na segunda-feira (15) as notícias de que o governo americano estaria considerando um fundo de US$ 300 bilhões para o Irã como parte de um acordo para encerrar a guerra. “O Irã concordou em nunca ter uma arma nuclear! Além disso, a história de que os EUA estão pagando US$ 300 milhões ao Irã é Fake News, divulgada pelos democratas!!!”, escreveu Trump em uma publicação na rede social Truth Social.
Os comentários de Trump vieram horas depois de o vice-presidente americano, JD Vance, ter dito que os iranianos “poderiam ter acesso” a um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões se cumprirem os termos do acordo, mas que esse fundo seria financiado pelas nações do Golfo. “Esse é o tipo de coisa a que eles poderiam ter acesso, financiada pela coalizão da Costa do Golfo, desde que cumpram sua parte do acordo”, disse Vance em entrevista à CBS.
Na manhã de segunda-feira, altos funcionários dos EUA disseram que a ideia de um grande fundo de reconstrução, juntamente com o congelamento de ativos e o alívio de sanções, estava entre as opções que seriam discutidas com o Irã na sexta-feira.
“E o que será discutido com eles é, como vocês verão no memorando de entendimento, a possibilidade de liberar fundos congelados, aliviar as sanções, um grande fundo de US$ 300 bilhões para reconstruir o país”, disse um alto funcionário dos EUA.
Fundo privado
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, um fundo privado de US$ 300 bilhões concebido para impulsionar investimentos no Irã está previsto no acordo-quadro entre Estados Unidos e Irã, e mais da metade desse valor já foi comprometida, disse uma fonte com conhecimento direto das negociações.
Segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato porque o plano ainda não foi anunciado oficialmente, o fundo foi desenhado para dar a ambas as partes um incentivo econômico para concluir um acordo definitivo. Washington e Teerã se preparam para assinar o entendimento na sexta-feira.
Autoridades dos Estados Unidos e do Irã afirmaram no domingo ter chegado a um acordo para encerrar a guerra iniciada quando forças americanas e israelenses atacaram o Irã em 28 de fevereiro, pôr fim ao bloqueio americano contra o país e reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o fornecimento global de petróleo e gás.
Uma fonte iraniana de alto escalão disse à Reuters que Teerã havia inicialmente solicitado US$ 400 bilhões em compensações pelos danos causados pela guerra, mas Washington informou que não forneceria esse valor.
Foi então que surgiu a ideia do fundo, que deverá se chamar Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento (Reconstruction and Development Fund).
Segundo a fonte iraniana, o mecanismo prevê que países da região contribuam de diferentes formas. Entre elas estão a garantia de empréstimos, a abertura de linhas de crédito ou o financiamento direto da reconstrução de instalações danificadas pela guerra, incluindo o complexo siderúrgico Mobarakeh Steel, refinarias, aeroportos e, de forma mais ampla, infraestrutura afetada pelo conflito. As informações são da CNN e da agência de notícias Reuters.
