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Trump quer cobrar taxa de R$ 350 mil para estudantes estrangeiros trabalharem no país

A medida integra a ofensiva do governo de Donald Trump contra estrangeiros. (Foto: Reprodução)

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) propôs que estudantes internacionais paguem ao menos US$ 70 mil (cerca de R$ 350 mil) em taxas de treinamento para poder trabalhar no país, segundo aviso publicado na quarta-feira (7). A medida integra a ofensiva do governo de Donald Trump contra estrangeiros.

Treinamento prático

Pela proposta, pessoas com o visto F-1, o tipo mais comum de visto estudantil, teriam de pagar US$ 70 mil a uma instituição certificada por um treinamento prático em serviço, conhecido como Optional Practical Training (OPT), e US$ 30 mil por qualquer treinamento adicional. Hoje, a taxa é de cerca de US$ 500 (R$ 2.500).

Consulta pública

A proposta terá 30 dias de consulta pública antes de poder ser finalizada. O DHS afirmou que esperará 60 dias após a versão final para que a regra entre em vigor, a fim de dar tempo a escolas, estudantes e empregadores.

Combate a fraudes

A pasta afirmou que as novas regras buscam “combater fraudes, fortalecer a integridade do sistema de imigração e proteger os trabalhadores americanos”.

O OPT permite que estudantes estrangeiros façam treinamento profissional por até 20 horas semanais, além de um período limitado após a formatura, com autorização adicional para quem tem diploma em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Trabalhadores qualificados

O programa costuma servir de ponte para o visto H-1B, voltado a trabalhadores qualificados, que também foi alvo do governo Trump com aumento de taxas. Por décadas, o H-1B permitiu que jovens engenheiros e cientistas, sobretudo da Índia e da China, convertessem anos de estudo em universidades americanas em empregos bem pagos e em um caminho para a residência permanente.

As grandes empresas de tecnologia dos EUA dependem fortemente desses profissionais para preencher cargos que exigem mão de obra qualificada.

Assim como propostas semelhantes do DHS, a mudança de regra provavelmente enfrentará contestações judiciais.

As informações são da agência de notícias Reuters.

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