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Trump usa xingamento e palavrão em nova ameaça ao Irã

(Foto: Daniel Torok/The White House)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã de forma contundente, usando xingamentos e alertando para possíveis ações militares severas caso Teerã não feche um acordo ou reabra o estratégico Estreito de Ormuz, passagem vital para o transporte de petróleo.

Em postagem no Truth Social, Trump afirmou que terça-feira “será o Dia de Usinas e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!” e completou:

“Abram a porr… do Estreito, seus malucos, ou vocês viverão no inferno – É SÓ OBSERVAR!”

A mensagem é mais um indicativo dos planos dos EUA de atingir a infraestrutura crítica iraniana.

O prazo definido por Trump para que o Irã reabra o estreito já mudou várias vezes e, em discurso à nação, ele disse que a passagem “se abriria naturalmente” ao fim do conflito.

O bloqueio do estreito, responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial, elevou significativamente os preços dos combustíveis.

A guerra é impopular entre os americanos, segundo pesquisas da CNN, e Trump indicou que o conflito poderia ser resolvido em poucas semanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outras autoridades americanas classificaram o resgate de um aviador dos EUA no Irã como um “milagre de Páscoa” no domingo, enquadrando a operação em termos religiosos que apresentaram a guerra como uma causa justa e abençoada por Deus.

No passado, governos costumavam divulgar mensagens de Páscoa em tom protocolar, e críticos afirmaram que, desta vez, as declarações borraram a linha entre fé e política ao invocar religião para justificar a guerra e influenciar a atuação militar.

“O resgate foi um milagre de Páscoa”, disse Trump ao programa “Meet the Press”, da NBC, e alguns membros de seu gabinete publicaram mensagens semelhantes.

Em outra mensagem que também evocava religião, Trump ameaçou nas redes sociais atacar usinas de energia e pontes, pressionou Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz — chamando os iranianos de “loucos do caral…” — sob pena de “viverem no inferno”, e encerrou com a frase “Louvado seja Alá”.

Em uma publicação, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, recorreu ao simbolismo da Páscoa, data que celebra a ressurreição de Jesus.“O milagre da Páscoa é considerado a maior vitória da história”, escreveu Bessent no X.

“Por isso, é apropriado, neste dia mais sagrado do cristianismo, que um corajoso militar americano tenha sido resgatado atrás das linhas inimigas em uma das maiores missões de busca e salvamento da história militar”, prosseguiu o secretário do Tesouro.

Já o chefe da pasta de Defesa, Pete Hegseth, escreveu “Deus é bom” em sua conta privada no X no domingo, ao repostar uma mensagem de Trump sobre o sucesso da operação de resgate no Irã.

O site “Axios”, citando entrevista com Trump e um funcionário de defesa dos EUA não identificado, informou que essa foi a frase dita pelo oficial resgatado via rádio após se ejetar da aeronave.

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