O presidente Donald Trump voltou a dizer nesta semana que tem direito a um terceiro mandato como presidente dos Estados Unidos. A declaração foi dada durante comício realizado no Estado de Iowa.
Trump já repetiu esta declaração em outras oportunidades, ignorando a legislação norte-americana que proíbe mais de dois mandatos presidenciais para uma mesma pessoa. O empresário foi eleito presidente dos Estados Unidos em 2016 e tentou a reeleição em 2020, quando perdeu para Joe Biden. Trump foi eleito novamente em 2024.
“Roubaram-nos a segunda (eleição); na verdade, ganhei três vezes, por isso acho que tenho o direito de me recandidatar”, declarou o político na quinta-feira (22).
Um terceiro mandato presidencial, consecutivo ou não, é vedado nos Estados Unidos pela 22ª Emenda da Constituição americana, ratificada em 1951. Trump, contudo, já mencionou o desejo de ser reeleito em mais de uma oportunidade.
Em julho, o republicano afirmou o desejo de concorrer ao quarto mandato – em declaração que também contestava o resultado do pleito de 2020.
“Para mostrar o quanto me importo com a imprensa e salvar a audiência, quero anunciar minha intenção de concorrer ao quarto mandato como presidente”, disse a jornalistas em julho.
Cuba
Em outra frente, o presidente Donald Trump afirmou nessa sexta-feira (23) que os Estados Unidos cuidariam de Cuba depois de lidarem com o Irã e que enviariam o secretário de Estado Marco Rubio para finalizar o acordo. “Vamos cuidar de Cuba após o Irã… depois, vamos enviar Marco Rubio para finalizar o acordo”, disse Trump em um comício na Flórida.
Trump previu no mês passado que os EUA e Cuba chegariam a um acordo e que não acreditava que uma ação militar fosse necessária.
O governo Trump já havia declarado anteriormente que seu objetivo é mudar o governo comunista de Cuba.
Um bloqueio petrolífero imposto pelos EUA no início deste ano colocou Cuba sob forte pressão, já que o país enfrenta escassez de combustível e apagões agravados pela infraestrutura precária.
Washington mantém um embargo contra Cuba há mais de 60 anos, e o governo Trump vem intensificando a pressão sobre Havana depois que as Forças Armadas dos EUA capturaram, em janeiro, o então presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba afirmou na Assembleia Geral da ONU, no mês passado, que Cuba estaria sempre aberta ao diálogo com Washington. As informações são do site Metrópoles e da agência de notícias Reuters.
