O presidente dos EUA, Donald Trump, ofendeu novamente a apresentadora de TV Mika Brzezinski em uma mensagem no Twitter. Dias depois de dizer que ela é “louca” e tem um “baixo QI”, ele escreveu no sábado (1°) que ela é “burra como uma pedra”.
As ofensas atingiram também Joe Scarborough, chamado de “louco”. Scarborough divide com Brzezinski a apresentação do programa “Morning Joe” da NBC.
Em seu tuíte, Trump escreveu que “o louco Joe Scarborough e a burra como uma pedra Mika não são más pessoas, mas seu programa de baixa audiência é dominado por seus patrões da NBC. Ruim demais!”
Na última quinta-feira, Trump tinha atacado a apresentadora ao reclamar que o programa “fala mal” dele e já havia chamado Scarborough de louco. Na ocasião, o presidente foi duramente criticado pelo tom de suas mensagens.
Ele disse que os dois apresentadores insistiram para obter uma entrevista exclusiva em sua mansão de Mar-a-Lago no último réveillon. O presidente escreveu que recusou a entrevista, pois o rosto de Brzezinski estava “sangrando muito por causa de uma operação de lifting”.
Mika Brzezinski é filha de Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos durante a presidência de Jimmy Carter, entre 1977 e 1981.
A MSNBC respondeu com um comunicado em que afirmou como “é um dia triste para a América quando o presidente passa seu tempo fazendo bullying, mentindo e vomitando pequenos ataques pessoais em vez de fazer seu trabalho”.
A rede americana também salientou como Trump mentiu ao dizer que recusou a entrevista com Scarborough e Brzezinski, pois “segundo os registros dos encontros eles se juntaram aos outros convidados [na mansão de Trump] e tiveram uma conversa particular”.
Trump foi duramente criticado por outras emissoras americanas e também nas mídias sociais. Até uma deputada de seu próprio partido, a republicana Lynn Jenkins, escreveu em sua conta no Twitter que “isso não está certo”. “Como mulher em política eu também sou frequentemente criticada por meu visual. Precisamos trabalhar para empoderar as mulheres”.
Mas a primeira-dama, Melania Trump, defendeu o marido. “Como a primeira-dama já declarou publicamente no passado, quando seu marido é atacado, ele vai sempre devolver 10 vezes mais “, afirmou o diretor de comunicação de Melania, Stephanie Grisham, respondendo às perguntas dos repórteres.
Melania Trump declarou no passado que como primeira-dama ela iria se concentrar no problema do ciberbullying.
Histórico
Há quase dois anos, quando iniciava a corrida à Casa Branca, já causou polêmica ao provocar a estrela televisiva Megyn Kelly, acusando-a de ter sido excessivamente dura com ele durante um debate entre os pré-candidatos conservadores. “Brotava-lhe sangue dos olhos, brotava-lhe sangue da… de qualquer lugar”, cutucou. Aquelas palavras, pelo tom, pela pausa e pelo contexto, foram interpretadas como uma referência à menstruação e a uma suposta alteração hormonal. A apresentadora, aliás, havia mencionado com insistência outros rompantes de Trump, como o fato de ele ter chamado a atriz Rosie O’Donell de “gorda” e “porca”, entre outros casos. Aquilo causou o primeiro alvoroço republicano, Trump foi desconvidado de um evento no qual participaria como orador, e uma horda de políticos republicanos se mobilizou para criticá-lo.
Orgulho LGBT
O Governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rompeu com a tradição de reconhecer oficialmente o mês de junho como o Mês do Orgulho LGBT, apesar de alguns membros de seu gabinete terem falado palavras a respeito. O ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) foi o primeiro a declarar junho como o mês do Orgulho LGBT, mas a tradição não continuou sob o mandato do ex-presidente George W. Bush (2001-2009), algo que foi retomado por Barack Obama. O secretário de Estado, Rex Tillerson, reconheceu o mês do Orgulho LGBT uma semana após seu início, condenando “a violência e a discriminação” contra a comunidade LGBT no exterior. (AG/EP)
