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Ucrânia ajustará negociação de paz após novo ataque da Rússia, diz Zelensky

O presidente Volodymyr Zelensky afirma que o número de soldados ucranianos mortos em combate na guerra contra a Rússia é estimado em 55 mil. (Foto: Reprodução)

O trabalho da equipe de negociação da Ucrânia será ajustado após o ataque da Rússia contra instalações energéticas do país, que envolveu um número recorde de mísseis balísticos, disse o presidente Volodymyr Zelensky na terça-feira (3). “Foi um ataque deliberado contra a infraestrutura energética, envolvendo um número recorde de mísseis balísticos”, afirmou Zelenskiy.

“O Exército russo explorou a proposta dos Estados Unidos de suspender brevemente os ataques não para apoiar a diplomacia, mas para estocar mísseis e esperar pelos dias mais frios do ano, quando as temperaturas em grande parte da Ucrânia caem abaixo de -20°C”, alegou.

Na terça, a Rússia lançou um ataque massivo com drones e mísseis contra drones e mísseis. Milhares de pessoas ficaram sem aquecimento enquanto as temperaturas caíam significativamente.

O presidente russo, Vladimir Putin, havia concordado na semana passada em suspender os ataques a grandes cidades ucranianas e à infraestrutura energética até domingo (1°), após um “pedido pessoal” do líder americano, Donald Trump, segundo o Kremlin.

Quase 1.200 prédios residenciais em dois distritos da capital ficaram sem aquecimento devido aos ataques, segundo o prefeito Vitaliy Klitschko.

Representantes de Rússia, Estados Unidos e Ucrânia se reuniram em Abu Dhabi nessa quarta-feira (4) para uma segunda rodada de negociações trilaterais sobre a guerra no Leste Europeu, apenas um dia após um ataque massivo de Moscou contra a rede elétrica de Kiev, que atravessa uma crise em meio ao rigoroso inverno do Hemisfério Norte. Os principais pontos em negociação são as garantias de segurança exigidas pelos ucranianos em caso de novo ataque russo e o destino do território do leste do país, reivindicado pelo Kremlin — um ponto de discórdia que a parte ucraniana parece começar a fazer concessões diante do cenário no campo de batalha.

As delegações foram recebidas pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Mohamed bin Zayed al-Nahyan. A equipe ucraniana é liderada pelo chefe do Conselho de Segurança Rustem Umerov, enquanto os russos são representados pelo diretor de inteligência militar Igor Kostiukov, um oficial da Marinha alvo de sanções dos países ocidentais por seu papel na invasão da Ucrânia. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, participam das negociações.

O número de soldados ucranianos mortos em combate na guerra contra a Rússia é estimado em 55 mil, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky à emissora France 2 nesta quarta-feira (4). “Na Ucrânia, oficialmente, o número de soldados mortos em combate — sejam profissionais ou recrutas — é de 55 mil”, disse Zelensky, em uma entrevista gravada que foi ao ar nesta quarta.

O presidente acrescentou que, além desse número, há uma grande quantidade de pessoas consideradas oficialmente desaparecidas. As informações são da CNN e do jornal O Globo.

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