O adolescente Wolf Cukier, de 17 anos, parece um menino comum. Apesar do tamanho de adulto – ele tem mais de 1,80m –, o quarto é de adolescente e o jeito é de menino que ainda curte um colo de mãe. Ele e a família, que moram em um subúrbio rico ao norte de Nova York, tiveram a vida radicalmente transformada quando o menino virou celebridade mundial. E por um motivo inusitado: ele descobriu um planeta.
De acordo com a rede de TV BBC, ainda falta um ano para Cukier terminar o ensino médio em Nova York (EUA). Apesar disso, ele conseguiu um estágio de verão em um grupo de voluntários, o Goddard Space Flight Center, instituto de pesquisa da Nasa em Greenbelt, no estado de Maryland, no Leste dos EUA.
A missão do estagiário era analisar o Satélite de Pesquisa Exoplaneta em Transição (Tess) para estudar como duas estrelas se cruzaram e formariam um eclipse solar. O satélite tem quatro câmeras que registram um pedaço do espaço a cada 30 minutos, ao longo de 27 dias. Ele é conhecido informalmente como o “caçador de planetas”.
No terceiro dia de trabalho, Wolf apontou num gráfico uma curva inesperada. Era o sinal da existência de um planeta muito distante. “Uma parte foi sorte. Eu esbarrei nesses dados e eles me pareceram interessantes. Levei para os meus mentores e aí… Bom, foi isso. Tinha descoberto o planeta” diz o adolescente.
A mãe conta que o menino sempre foi curioso, perguntador. “Ele sempre perguntava: mãe, por que o céu é azul? Da onde a gente veio? Depois de um tempo, eu não sabia mais o que responder. Então comecei a falar: nossa, Wolf, essa é realmente uma pergunta muito boa. Por que você não pesquisa isso?”.
A descoberta foi feita no meio do ano passado, mas só veio a público há poucos dias depois de ter passado por checagem no programa Eleanor.
Nave volta a se comunicar
A cada 34 horas, a respiração dos técnicos e cientistas da Nasa era suspensa até surgir, em uma das telas da sala de controle, a resposta a um comando enviado à Voyager 2. Depois de dias de tensão, a manobra mal-sucedida realizada pela longeva sonda foi revertida e a nave, agora a 18,5 bilhões de quilômetros de distância, voltou a se comunicar com a Terra.
A pane veio logo depois de a Voyager 2 receber o comando para girar 360° e, assim, calibrar um de seus instrumentos. Além de não fazer isso, a nave ainda manteve online os dois sistemas que mais consomem energia. O problema acionou uma proteção automática, que desliga todos os instrumentos científicos da sonda para economizar energia.
O desafio foi consertar a pequena espaçonave, hoje a que mais longe foi no espaço interestelar. A cada 17 horas, o sinal da Voyager 2 chegava, e um comando era transmitido – para ser recebido, em algum lugar já fora do sistema solar, 17 horas depois.
Tecnologia mais nova
Ondas de rádio enfraquecem à medida que percorrem grandes distâncias: o sinal captado das Voyager tem menos energia que uma lâmpada de geladeira. Por essa razão, as novas missões usarão lasers nos sistemas de comunicação.
