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Um evento em Porto Alegre reuniu cerca de 500 gestores esportivos para discutir a situação do setor

João Derly (D) defendeu políticas públicas que priorizem educação e mudança social por meio da prática desportiva. (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Realizado nessa terça-feira pela SEL (Secretaria do Esporte e Lazer) em parceria com a Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, o 1º Fórum Estadual de Gestores Esportivos reuniu cerca de 500 representantes do setor em pelo menos 300 municípios. O evento ocorreu na sede do Grêmio Náutico União no bairro Alto Petrópolis, em Porto Alegre.

Profissionais ligados a prefeituras, federações, associações e clubes conheceram o plano de trabalho da recém-estruturada SEL, bem como ações e incentivos na área, tanto em âmbito estadual quanto nacional. Também foram incluídos na pauta os Jogos Escolares da Juventude e os Jogos Universitários.

Na abertura da programação, o titular da pasta, João Derly, destacou a importância de políticas públicas que priorizem esse tipo de atividade como um meio de educação e mudança social: “É fundamental contar com o envolvimento da comunidade esportiva para o fortalecimento das políticas e ações de incentivo aos atletas, a fim de que se tornem referências para nossas crianças, os atletas no futuro”.

Já o secretário-adjunto da pasta, Jader Maretoli, destacou que institucionalizar o esporte e o lazer no Estado, bem como restabelecer contatos com entidades do setor, são ações que estão no foco da SEL. Dentre as iniciativas que ele projetou como prioritárias estão a realização de eventos ainda neste ano, a regularização das relações de funcionamento do Cete (Centro Estadual de Treinamento Esportivo) e a retomada das análises de prestações de contas de 258 processos da Fundergs.

Para o médio e longo prazos, Maretoli garantiu que estão nos planos do órgão a alteração do regimento interno do programa Pró-Esporte RS está nos planos de médio e longo prazo.

Palestrantes

O gerente de Esporte de Base do COB (Comitê Olímpico do Brasil), André Mattoso, por sua vez apresentou um painel intitulado “Jogos Escolares da Juventude: Novo Formato e Novas Oportunidades”, definido por ele como a maior competição estudantil esportiva realizada no País.

Ele detalhou que o esse formato se traduz em novas etapas regionais e nacionais, mudanças nas modalidades esportivas e alterações nos alojamentos. Observou, ainda, que muitos dos atletas que passam pelo evento se destacam no cenário do alto rendimento: “Nos últimos oito anos, 47% dos participantes dos JEJ competiram nos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura [em 2010], 72% na edição da China [2014] e 59% na da Argentina [2018]. Cabe ressaltar, ainda, que 24% estiveram nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro [2016]”.

Na sequência, o presidente da CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), Luciano Cabral, abordou o tema “O Quadro Atual dos Jogos Universitários”. De acordo com o dirigente, o esporte escolar acontece de forma natural, até por estímulo da família, mas depois a prioridade passa a ser o ensino formal.

“Trata-se de uma questão cultural que precisa mudar no País. É preciso criar mecanismos que facilitem a saída do atleta do esporte de base para a universidade”, defendeu. De acordo com o dirigente, os dados oficiais apontam que no ano passado, 830 instituições participaram dos Jogos Universitários, sendo que as cinco primeiras classificadas eram universidades públicas.

Já os programas de incentivos da Secretaria Especial de Esporte e Cidadania, foram apresentados pelo diretor do Departamento de Gestão de Programas do Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social da Secretaria de Esporte e Cidadania, Ângelo de França Costa:

“A Constituição Federal estabelece o desporto educacional como prioritário dentro dos investimentos públicos para o fomento de práticas formais e não formais, o que evidencia a contribuição da prática não somente na formação do atleta como em sua formação cidadã. É fundamental que os municípios tenham maior participação na execução das ações esportivas, mas para isso se concretizar são necessários mais recursos financeiros”.

(Marcello Campos)

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