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Um gigantesco telescópio está sendo construído no meio do deserto no Chile

O 'Extremely Large Telescope' vai permitir o estudo de galáxias distantes. (Foto: Reprodução)

O “Extremely Large Telescope”, ou ELT, será o maior “olho do mundo” no espaço. Está sendo construído no Cerro Amazones, uma montanha no deserto do Atacama, no Norte do Chile. Em noites sem nuvens, lá é o local ideal para explorar o espaço. Com um espelho de 39 metros, será o maior telescópio infravermelho que já existiu.

As imagens que ele captar terão definição 15 vezes maior que as do telescópio Hubble. O ELT vai nos permitir estudar as primeiras galáxias e medir a velocidade de expansão do universo. O equipamento vai ser operado pelo Observatório Europeu do Sul, e deve entrar em ação em 2024.

Kepler

O telescópio Kepler foi lançado ao espaço em 2009 e realizou mais de 18 missões de identificação de exoplanetas. Em agosto de 2018, ele passou boa parte do tempo em hibernação, apenas passando informações à Terra. No dia 29 de agosto ele voltou a operar, iniciando sua última rodada de observações, após ser reconfigurado por apresentar comportamentos inesperados.

Tendo localizado mais de 2.650 planetas de fora do nosso Sistema Solar ao longo de suas missões, o telescópio voltou a apresentar mau funcionamento. “Na sexta-feira, 19 de outubro, durante um contato com a nave espacial Deep Space Network, da Nasa, a equipe descobriu que a espaçonave fez a transição para o modo de espera sem combustível. A equipe Kepler está avaliando a causa e os possíveis próximos passos”, informou a Nasa, a agência espacial americana.

Apesar dos contratempos que acometeram o funcionamento do telescópio nos últimos meses, o Kepler foi um sucesso inquestionável da Nasa: voou no espaço por quase uma década, sendo que a estimativa inicial era de apenas um ano e forneceu informações sobre mais de 2 mil exoplanetas, incluindo o Wolf 503b, com o dobro do tamanho da Terra e situado a apenas 145 anos-luz daqui.

O telescópio Kepler, que talvez tenha encerrado suas contribuições, será substituído pelo Transiting Exoplanet Survey Satellite, que foi lançado em abril de 2018, pela SpaceX.

Marte

Um estudo publicado na revista científica Nature Geoscience revela que a água salgada abaixo da superfície de Marte pode estar originando a vida no Planeta Vermelho. Cientistas descobriram que isso só é possível graças a uma quantidade significativa de oxigênio encontrada no local, que seria suficiente para a emergência de micróbios e até de animais mais complexos como a esponja do mar, algo semelhante ao que aconteceu no planeta Terra há milhões de anos atrás.

A descoberta derrubaria a crença de que o planeta não seria capaz de proporcionar condições adequadas para que novas vidas surgissem. Para realizar o estudo, a equipe de cientistas contou com equipamentos de alta tecnologia que foram capazes de medir as condições de pressão e temperatura para mapear o potencial de armazenamento de oxigênio da região.

 

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