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Mundo Um grupo de brasileiros aguarda um voo de Nova York para o Brasil por mais de 60 horas

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Muitas pessoas dormiram no aeroporto no primeiro dia por não terem certeza de quando embarcariam e porque a companhia ofereceu auxílio-hospedagem apenas na madrugada de domingo para segunda-feira. (Foto: Reprodução)

“Caos” é a palavra mais utilizada pelos 38 brasileiros que aguardam um voo de Nova York para Guarulhos (SP) desde a 23h30min (horário local) de sábado. Junto de um grupo de cerca de 100 pessoas, que embarcaram na segunda-feira, eles reclamam de falta de assistência da Avianca, que teria passado poucas informações e demorado mais de 24 horas para fornecer auxílio para alimentação e hospedagem.

Dentre as reclamações, estão ainda frio, falta de diálogo e extravio de bagagens. De acordo com a companhia aérea, o voo não decolou devido à onda de frio que atinge os Estados Unidos e, também, em decorrência de um problema técnico identificado na aeronave.

“Era o caos instaurado. Tinha crianças sendo trocadas no chão frio porque as pessoas tinham medo de perder espaço”, comenta o representante comercial Eduardo Tadeu de Oliveira, de 33 anos. Segundo ele, muitas pessoas dormiram no aeroporto no primeiro dia por não terem certeza de quando embarcariam e porque a companhia ofereceu auxílio-hospedagem apenas na madrugada de domingo para segunda-feira.

Oliveira contesta a versão de que o voo não saiu devido às questões climáticas, pois diz ter visto outros voos pousarem e decolarem no mesmo local – o terminal 4 do Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Um dos porta-vozes dos passageiros, ele criou um grupo de WhatsApp para organizar as reivindicações de todos.

“De uma maneira geral, a Avianca não assistiu ninguém. A situação só mudou na segunda-feira, quando chegaram funcionários da Avianca Brasil”, conta ele, que estava de férias nos Estados Unidos desde o dia 24 de dezembro, acompanhado da noiva.

Dentre idas e vindas, os horários de embarque mudaram entre sábado e segunda-feira, inclusive com a condução de passageiros para dentro de uma aeronave, na qual permaneceram por cerca de três horas. Diante da situação, o administrador de empresas Felipe Bueno, de 34 anos, resolveu comprar uma nova passagem, por outra companhia aérea, para regressar com a esposa, Camila Bueno, de 31 anos, que está com seis meses de gestação.

“Chegamos a ficar 24 horas acordados no aeroporto aguardando um voo que nunca saía. Depois de muitas reclamações e a minha esposa passar mal, a concederam uma cadeira de rodas para ela se deslocar pelo aeroporto”, conta. Segundo Bueno, Camila teve taquicardia e crises de hipertensão devido ao estresse.

Companhia

Segundo a Avianca, foi oferecida “toda a assistência” aos passageiros. “Parte deles seguiu para o Brasil em dois voos da companhia, um extra (9500 JFK-GRU)  que aterrissou hoje [terça-feira] pela manhã e outro (8501 JFK-GRU) à tarde. Os demais virão em voos de companhias parceiras previstos para decolarem nas próximas 24 horas. Todos os passageiros estão sendo comunicados via telefone, SMS e e-mail”, respondeu por meio de nota.

“A Avianca Brasil lamenta o desconforto causado aos seus passageiros, destaca que situações adversas causadas por motivos meteorológicos são alheias à vontade da companhia e que eventuais manutenções corretivas são procedimentos, às vezes, necessários nas operações aéreas. A empresa salienta ainda que preza, acima de tudo, pela segurança de seus clientes e tripulantes”, acrescenta.

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